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Brasileiro sonha chegar à velhice com vida sexual ativa e disposição para exercícios

Informação inédita faz parte de pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, a pedido da Pfizer

A imagem do idoso que passa os dias de pijama, na cadeira de balanço e entretido com os netinhos causa arrepios ao brasileiro. A maioria da população quer chegar à terceira idade em plena forma e ser capaz de fazer exercícios físicos, ter uma vida sexual ativa e manter um bom relacionamento afetivo. É o que revelam dados inéditos da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento”, realizada pelo Instituto Qualibest. O levantamento integra a campanha “Envelhecer sem vergonha – qualidade de vida não tem idade”, da Pfizer, que propõe uma conversa franca e bem-humorada sobre o tema, tendo em vista o acelerado processo de envelhecimento pelo qual vem passando a sociedade brasileira.

O Instituto Qualibest ouviu 989 pessoas, de 18 a 61 anos ou mais em todas as regiões do País e apurou que outros anseios associados à velhice são cantar e dançar espontaneamente, manter uma alimentação saudável e se aventurar a conhecer o País de ponta a ponta:

Atividades que  pretende  realizar  na terceira idade Total (%) 18 a 25 anos (%) 26 a 35 anos (%) 36 a 50 anos (%) 51 ou mais (%)
Exercícios físicos 76 81 78 77 67
Sexo 67 67 70 70 67
Amar quem está num relacionamento afetivo comigo 66 70 65 67 63
Cantar/dançar espontaneamente 58 65 57 53 56
Comer cinco ou mais porções de frutas e vegetais 56 56 55 59 55
Atravessar o País 51 64 55 47 39
Ir a um show ao vivo 50 51 49 58 44
Plantar uma árvore 49 62 49 40 47
Investir dinheiro 44 51 47 41 36
Mudar-se de sua cidade para um lugar mais calmo 40 40 43 43 65

 

Na opinião psiquiatra Rita Cecília Ferreira, responsável pelo Programa da Terceira Idade, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), acredita que, por trás desses sonhos, está o preconceito relativo à velhice. “As pessoas dizem que, na terceira idade, querem ter saúde, sexo e diversão, porque acreditam que o idoso é incapaz”, afirma a médica.

Hoje, graças aos avanços na prevenção e no tratamento das doenças e ao desenvolvimento econômico, a maioria dos indivíduos está envelhecendo  com mais saúde. Os idosos têm mais autonomia e, por isso, são mais ativos e interessados no convivido social e na vida.

“Essa é uma fase de redescobertas. Tudo, até mesmo o namoro e a sexualidade, ganha novas perspectivas com a idade. Então, talvez a pessoa não tenha a mesma agilidade ou a mesma capacidade visual e auditiva de antes, mas ela também poderá aproveitar a vida, poderá encontrar novas e surpreendentes possibilidades”, diz a psiquiatra.

Cenário atual
 
Considerando a idade atual, boa parcela dos brasileiros se diz confortável com o estado de sua saúde (52%) e a aparência física (44%). Inclusive, quase 5 em 10 entrevistados acreditam que fazem mais atividades no dia-a-dia do que seus pais. E mais da metade (51%) se diz confortável com a vida afetiva e 49% com a sua atividade sexual.

Para chegar à terceira idade com muita disposição, os entrevistados entendem que os cuidados com a saúde devem ter início na juventude. A percepção da maioria dos brasileiros é que os exercícios físicos (76%) e exames médicos periódicos (51%) devem passar a incorporar a rotina dos jovens, entre 18 e 25 anos.  Nessa etapa da vida, as pessoas precisam também começar a se preocupar com a saúde física (73%), mental (67%) e a beleza (60%).
 
Investir na educação continuada é outra maneira de a pessoa envelhecer bem, acreditam 78% do universo consultado na pesquisa. Na análise da psiquiatra Rita Cecília Ferreira, a pessoa na idade avançada não deve parar de estudar e por, por exemplo, aprender uma outra língua ou tocar um instrumento. O sucesso das faculdades da terceira idade mostram a importância dessa experiência. “Só que o ensino tem de ser dado numa velocidade compatível com o aprendizado do idoso, que é diferente do jovem”, explica a médica. 
 
Campanha    
               
A campanha “Envelhecer sem vergonha” faz parte de uma iniciativa global da Pfizer lançada em 2012, nos Estados Unidos. Intitulada Get Old, ela reuniu especialistas e diversas organizações para compartilhar diferentes abordagens sobre o envelhecimento, incluindo mudanças no estilo de vida, com o objetivo de ajudar as pessoas em seu processo de amadurecimento.

Ao longo de 2015, a versão brasileira da campanha contou com intervenções presenciais e ações digitais, como um portal, uma fanpage e vídeos, sempre para incentivar uma reflexão positiva sobre a maturidade, mostrando como as diferentes gerações enxergam e planejam o envelhecimento.

Em outubro, a campanha promoveu uma intervenção na Avenida Paulista, quando o ator Carlos Capitelli interagiu com os transeuntes para questionar os estereótipos ligados à velhice. No mês seguinte, a Pfizer realizou o piquenique “Envelhecer sem vergonha”, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo,  que reuniu centenas de pessoas de várias gerações para celebrar a vida. Shows, karaokê, contação de histórias e um workshop de ginástica funcional animaram o evento.

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