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Vacinação de crianças e jovens com diabete, câncer e doenças cardíacas exige atenção especial

Doenças associadas tornam o paciente pediátrico mais suscetível a doenças como a pneumonia pneumocócica

Se a vacinação é importante para todo o público infantil, alguns grupos de crianças merecem ainda mais atenção. Pacientes pediátricos com câncer, diabete ou cardiopatias, por exemplo, apresentam um risco aumentado de contrair doenças infectocontagiosas, como a pneumonia pneumocócica, na comparação com crianças saudáveis. A doença, provocada pela bactéria pneumococo, causa cerca de 1,6 milhão de mortes por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As crianças diabéticas apresentam risco aumentado de contrair pneumonia pneumocócica em relação à população pediátrica saudável. Só no Brasil, existe cerca de um milhão de crianças diabéticas, segundo a Associação de Diabetes Juvenil. Pacientes pediátricos com câncer também são mais suscetíveis a infecções, especialmente em função do sistema imune enfraquecido, pela doença, tratamentos com quimioterapia ou radiação e das complicações pós-operatórias. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, até o fim de 2017, 12.600 novos casos de câncer serão diagnosticados em pessoas de zero a 19 anos de idade. 

Entre os grupos de risco para a pneumonia pneumocócica também estão os pacientes com cardiopatia congênita, ou seja, alterações cardíacas presentes desde o nascimento. No Brasil, nascem por ano aproximadamente 28 mil crianças com cardiopatia congênita1. 

As peculiaridades dos esquemas de imunização para os grupos de risco é um dos temas da Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que será realizada entre os dias 9 e 12 de agosto, em São Paulo.  O assunto será abordado nesta sexta-feira, dia 11, pela pediatra Lily Weckx, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), na Unifesp, órgão do Ministério da Saúde que atende segmentos da população que necessitam de vacinas e outros imunobiológicos não disponíveis na rede pública convencional. 

 

Referências 

Pinto Júnior, V. C.; Rodrigues, L.C.; & Muniz, C.R. (2009). Reflexões sobre a formulação de política de atenção cardiovascular pediátrica no Brasil. Rev. Bras. Cir. Cardiovasc, 24(1), 73-80.

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