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110 instituições brasileiras participam dos estudos clínicos de fase 3 para um novo medicamento contra o colesterol

Maior investigação clínica já realizada pela Pfizer no País, a iniciativa avaliará o composto biológico bococizumab, envolvendo 1.600 pacientes

O Brasil acaba de ingressar na lista de países participantes de dois estudos clínicos internacionais de fase 3 envolvendo um medicamento inovador desenvolvido pela Pfizer para o controle dos níveis do colesterol “ruim”, o LDL-C, um importante e reconhecido fator de risco para as doenças cardiovasculares. Essas enfermidades representam a principal causa de morte por doença em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora o tratamento com estatinas já esteja amplamente consolidado para o controle do colesterol ruim, parte dos pacientes necessita de outras alternativas. Indicado para os casos em que os níveis de LDL-C permanecem altos mesmo após a administração de estatinas, bococizumab (PF-04950615) poderá suprir uma necessidade médica não atendida. Trata-se de um anticorpo monoclonal injetável que apresenta um novo mecanismo de ação, capaz de bloquear a função da proteína PCSK9, diretamente relacionada ao mecanismo de regulação do colesterol.

Já iniciaram os dois estudos de fase 3 com bococizumab 16 instituições, entre elas a Santa Casa de Belo Horizonte e os centros de pesquisas clínicas paulistas CPClin e Cepic. Os cardiologistas Raul Santos Filho e José Carlos Nicolau, do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor), estão entre os coordenadores desses estudos, que envolvem 110 centros de pesquisa e aproximadamente 1.600 pacientes brasileiros, o equivalente a cerca de 9% do total de participantes em todo o mundo. São os maiores estudos clínicos já realizados pela Pfizer no Brasil.  Atualmente, a companhia desenvolve em território nacional 43 estudos, que envolvem cerca de 22 moléculas.

Em âmbito internacional, a Pfizer investe aproximadamente US$ 7 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores direcionados para segmentos prioritários, tais como oncologia, doenças autoimunes, problemas cardiometabólicos, doenças neurológicas, dor e vacinas. Nesse processo, conta com a parceria de mais de 260 instituições, entre universidades e centros de tecnologia em todo o mundo, buscando a inovação e também a ampliação do alcance da população a seus tratamentos.

Essa preocupação é traduzida pelo amplo pipeline e portfólio da companhia, composto atualmente por 84 programas em fase de estudos clínicos ou em processo de registro (são 30 em fase 1; 20 em fase 2; 26 em fase 3; e 8 em fase de registro com as agências regulatórias). As moléculas em estudo se distribuem por diferentes áreas, entre elas diabete, colesterol, artrite reumatoide, lúpus, doença de Alzheimer, esquizofrenia, dor, malária, osteoporose, câncer e vacinas.

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