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Depressão em mulheres

Sentir-se deprimida é normal?

Todas as pessoas passam por períodos nos quais se sentem tristes, sozinhas ou infelizes. Os acontecimentos diários e nossas reações a eles às vezes interferem em nossa paz de espírito. Tudo faz parte da vida. Mas quando tais sentimentos perduram por semanas ou meses, impedindo a volta a uma perspectiva saudável diante da vida, podem ser um sinal de depressão. 

A depressão é um problema psiquiátrico sério - muito comum nos Estados Unidos - que afeta milhões de pessoas anualmente. E, por razões que os pesquisadores estão tentando entender, algumas formas de depressão parecem ser pelo menos duas vezes mais comuns em mulheres do que em homens. 
Neste texto, estaremos abordando algumas das possíveis razões pelas quais as mulheres apresentam maior tendência à depressão, como reconhecê-la em você e em outras pessoas e como tratá-la com eficácia.

É comum a ocorrência de depressão em mulheres?

Estima-se que 2% a 25% das mulheres apresentam um episódio depressivo em algum momento de suas vidas. A diferença na incidência de depressão entre mulheres e homens começa a aparecer na adolescência. Ao avançarmos na idade adulta, essa diferença se torna mais pronunciada. Os episódios depressivos são mais freqüentes nas mulheres que nos homens entre os 18 e 44 anos de idade, e especialmente após os 25 anos. Por alguma razão entre os 44 e 65 anos de idade, a diferença em incidência entre homens e mulheres é menos pronunciada, mas após os 65 anos de idade, as mulheres, mais uma vez, apresentam maior predisposição a manifestar depressão.
Geralmente a depressão, que é mais pronunciada em mulheres, vem acompanhada por outros sintomas incômodos freqüentes, como ansiedade, distúrbios do sono, crises de pânico e distúrbios alimentares.

Reconhecendo os sinais e sintomas de depressão

Os sintomas de depressão podem variar muito. Entre os sinais mais comuns de depressão estão as sensações de desesperança e desamparo, tristeza persistente, pensamentos negativos ou preocupações, baixa auto-estima, perda do prazer em atividades de rotina, irritabilidade e problemas de concentração, memória e tomada de decisão. Outros sintomas podem incluir perda de energia, diminuição ou aumento do apetite, alterações no padrão de sono (tanto aumento como diminuição nas horas de sono) e interesse diminuído por sexo. Se vários desses sintomas foram percebidos e persistirem por semanas ou meses, existe uma grande probabilidade de que a pessoa esteja sofrendo de depressão. 
Em uma mulher jovem, os sinais de depressão podem incluir problemas escolares e distúrbios de apetite. Ela pode ter uma visão distorcida de sua própria imagem corporal, perda do apetite, insatisfação com tudo e sensações de infelicidade consigo mesma e com a vida em geral. 
Mulheres mais velhas podem não mostrar quaisquer transtornos comportamentais ou não admitir que se sentem infelizes ou deprimidas. Por outro lado, elas podem desenvolver diversas queixas físicas, tais como dor crônica, problemas digestivos ou dores de cabeça. 

Por que a depressão é mais comum em mulheres?  

A pergunta “O que causa depressão?” não é fácil de responder. Em muitos dos casos, a depressão não tem uma causa identificável. Entretanto, existem fatores de risco que podem desencadear um episódio depressivo em determinadas pessoas. Entre eles estão os fatores genéticos (hereditariedade), as alterações em níveis hormonais, acontecimentos negativos na vida da pessoa, determinadas medicações e determinadas doenças. 
Mas, por que razão as mulheres parecem mais predispostas a depressão do que os homens? Vários fatores, tanto internos como externos, podem contribuir para a maior incidência de depressão em mulheres.

Depressão em mulheres  

As origens e os sintomas de depressão em mulheres são variados e complexos e podem resultar de uma grande variedade de causas físicas e emocionais. Embora não exista nenhuma resposta à pergunta sobre o que causa depressão em mulheres, não há dúvida de que as mulheres superam os homens na proporção de 2:1 no número de casos relatados de depressão. 
Pesquisadores acreditam que a depressão pode resultar de desequilíbrios químicos na área cerebral. Esses desequilíbrios químicos podem ser desencadeados por desequilíbrios hormonais, uma reação aos altos e baixos da vida ou uma combinação desses fatores. Alguns especialistas acham que as mulheres geralmente tendem a dar maior valor às ligações e relações pessoais com outras pessoas do que os homens. Isso pode ser uma característica poderosa e positiva. No entanto, é possível que essa ênfase sobre os relacionamentos torne algumas mulheres mais vulneráveis à depressão. 
É interessante observar que tanto as experiências positivas como as negativas podem às vezes causar depressão. Em outras palavras, a depressão pode ser desencadeada pela ansiedade que pode acompanhar uma mudança importante, mesmo que para melhor. 
Qualquer que seja a causa, é importante que as mulheres aprendam a reconhecer os sinais de depressão e busquem ajuda médica caso a depressão persista. A orientação e a experiência do médico são cruciais para o entendimento das ações apropriadas a tomar em direção à recuperação. Na maioria das vezes, a depressão pode ser tratada com eficácia através dos benefícios de aconselhamento ou terapia e/ou de medicações antidepressivas prescritas. 
Além disso, problemas de saúde e depressão às vezes andam de mãos dadas. Em alguns casos, sintomas físicos (tais como dores de cabeça, dor de estômago ou náusea, dores constantes nas costas ou no pescoço, problemas na respiração) para os quais os médicos não conseguem encontrar uma causa física às vezes podem ser sinais de uma depressão subjacente. Por outro lado, o inverso também pode ser verdadeiro. 
A depressão pode esconder outros problemas de saúde que às vezes permanecem despercebidos e não tratados em pessoas com depressão. Problemas inexplicados no padrão de sono, tremores nas mãos, atordoamento, distúrbios digestivos e enxaquecas são sinais comuns de que algo não anda bem, e de que é hora de falar sobre esses sintomas com o seu médico. 

O papel da genética  

Em muitos casos, parece haver um componente genético para depressão. Estudos a esse respeito descobriram que a porcentagem de casos de depressão e de outros transtornos mentais nas famílias de pessoas diagnosticadas como portadoras de depressão é mais alta que a normalmente observada na população geral. Além disso, se um gêmeo idêntico tiver depressão, a probabilidade de que o outro gêmeo venha sofrer disso será maior do que se os gêmeos fossem fraternos (não idênticos). 

Considerando que os gêmeos idênticos compartilham exatamente o mesmo material genético, e os gêmeos fraternos não, notamos a presença de um fator hereditário em depressão. 

Fatores hormonais  

Os hormônios também receberam atenção na procura das causas de depressão em mulheres. Pesquisadores sugeriram que as alterações em níveis de hormônios, tais como o estrógeno e a progesterona, parecem ter um poderoso efeito sobre os estados de humor das mulheres. As diferenças na proporção em que mulheres e homens desenvolvem depressão começam a aparecer na puberdade, uma época em que ocorrem muitas alterações hormonais. Além disso, os níveis hormonais sofrem modificações durante os vários processos que normalmente ocorrem na vida de uma mulher, entre os quais os ciclos menstruais e período pós-parto. O uso de pílulas contraceptivas, cuja atividade altera os níveis de hormônios, também está associado ao desenvolvimento de depressão. Embora ainda não se tenham todas as respostas, os hormônios parecem ser uma área que vale a pena investigar como uma possível causa de depressão. 

Menstruação e a TPM  

Durante o ciclo menstrual de uma mulher, os níveis de hormônios mudam constantemente. 
A ligação entre essas mudanças e o desenvolvimento de depressão em mulheres é um dos tópicos estudados atualmente. Os estudos mostram que a “síndrome pré-menstrual” (ou TPM), que pode incluir sintomas de depressão, é comum na maioria das mulheres. Normalmente, os sintomas são leves, não interferem nas atividades de rotina e não requerem tratamento. Porém, em alguns casos, os sintomas podem ser bastante severos e interferir nas funções corporais da mulher. Nesses casos, um médico deve ser consultado.

Depressão pós-parto

Praticamente todas as pessoas já ouviram falar da “síndrome depressiva pós-parto”, em que uma mãe “de primeira viagem” experimenta fortes e variadas emoções e depressão nos primeiros dias e semanas após o nascimento do bebê. Apesar de os pesquisadores ainda não terem confirmado ser esta a causa da depressão que se segue ao parto, a queda dos níveis dos hormônios estrogênio e progesterona podem ter uma participação nisso. Essa depressão de humor ocorre com uma freqüência considerada normal, e geralmente é com rapidez e sem necessidade de tratamento. Mas, para algumas mulheres, os sentimentos depressivos podem durar muito tempo e tornar-se mais severos, e a prescrição de uma medicação e/ou aconselhamento médico pode ser de grande ajuda. 
Essas pacientes devem discutir com os seus médicos sobre as implicações envolvidas no tratamento com medicações antidepressivas durante o período de amamentação. A tendência de desenvolver depressão pós-parto é maior em mulheres que já sofreram episódios depressivos anteriormente.

Outras possíveis causas de depressão  

A depressão, tanto em homens como em mulheres, também pode ser influenciada pela nutrição e dieta, problemas médicos, remédios e outras drogas, falta de exercício, influências psicossociais e outros fatores. Alguns desses aspectos serão discutidos a seguir. 
Problemas médicos: 
Problemas médicos, como doença tireoideana, podem causar depressão, sendo esta a razão pela qual uma avaliação médica e uma análise minuciosa deva ser conduzida antes de ser confirmado um diagnóstico de depressão. A depressão também pode ser influenciada por fatores nutricionais, tais como baixos níveis de vitamina B12, ou por anemia ferro-deficiente, que podem resultar de uma dieta insuficiente em valores nutritivos ou de anormalidades menstruais. 

Medicamentos, álcool e outras drogas: 
Todos os medicamentos produzem efeitos colaterais, e alguns, tais como determinados hormônios e certas drogas usadas para controlar a pressão arterial elevada, também podem ter a depressão como um efeito colateral tanto em mulheres como em homens. Até 1/3 das mulheres também podem desenvolver depressão como conseqüência do uso de pílulas contraceptivas. A depressão pode resultar da interação de diferentes medicações em atividade no organismo. Se você suspeitar da existência de uma situação como essa, consulte seu médico. 
Uma droga comum, que “interage” com outras, é o álcool. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode resultar da tentativa de uma pessoa “mascarar” sintomas depressivos, e pode piorar um episódio depressivo. 
Alguns pesquisadores acreditam que o abuso de álcool pode favorecer a manifestação de depressão em indivíduos vulneráveis. Se excessivas quantidades de álcool forem ingeridas em combinação com outras drogas, pode ocorrer uma interação, piorando a depressão ou causando outros efeitos maléficos. 
Transtorno afetivo sazonal (TAS): 
Um outro interessante tópico de investigação atual em depressão é o transtorno afetivo sazonal, ou TAS. Os portadores de TAS podem se tornar deprimidos quando chega o inverno e os dias escurecem cedo. Os pesquisadores teorizam que a redução na quantidade de luz do sol afeta o equilíbrio de determinadas substâncias químicas cerebrais, levando a sintomas de depressão. Se você notar qualquer padrão sazonal ligado aos seus sentimentos depressivos, converse com seu médico. 

Influências psicossociais sobre a depressão  

As influências psicossociais, que incluem estresse imposto pela vida diária, as estratégias para enfrentar as dificuldades e a forma em que as mulheres se vêem enquadradas na sociedade, são tópicos da atual investigação em mulheres com depressão. Alguns fatores psicossociais parecem afetar igualmente homens e mulheres. Apesar de ainda não terem surgido respostas definidas, parece que alguns desses fatores psicossociais podem ajudar a explicar por que razão algumas mulheres têm maior predisposição ao desenvolvimento de depressão do que outras. 
Acontecimentos negativos na vida: 
Acontecimentos negativos na vida, como a morte de um ente querido, divórcio, desemprego ou pobreza, são conhecidos como capazes de levar à depressão homens e mulheres, tanto imediatamente após o acontecimento como em outros períodos da vida. Algumas pessoas têm estratégias que lhes permitem superar determinados problemas e lidar com tais situações não deixando que estas interfiram severamente em suas vidas. Para outras, essas situações podem resultar em depressão. Certos fatos traumáticos, como estupro e outras formas de abuso sexual, acontecem mais freqüentemente com mulheres, podendo aumentar a incidência de depressão. O abuso sexual durante a infância pode às vezes causar sentimentos conhecidos como “culpa indevida”, uma condição que pode expressar-se mais tarde como depressão ou outros distúrbios mentais. É importante lembrar, entretanto, que a depressão pode ocorrer por inúmeros motivos. Muitas pessoas com depressão nunca foram expostas a acontecimentos negativos, enquanto outras que realmente passaram por experiências negativas na vida não se tornam deprimidas. 
Relacionamentos, casamentos e filhos: 
A quantidade e a qualidade de apoio que recebemos de nossas relações interpessoais podem proteger-nos contra os estresses e as pressões da vida diária, e podem reduzir as reações físicas e emocionais ao estresse, entre as quais a depressão. 
Por outro lado, a ausência de um relacionamento com estreitos laços de afeto, amizade e confiança, seja com um cônjuge, um parceiro ou um amigo, pode aumentar o risco de tornar-se uma pessoa deprimida. 
Esse risco pode ser composto por fatores como agressividade, maus tratos ou infidelidade por parte do parceiro. É fato comprovado que o casamento pode, de certo modo, proteger tanto o homem como a mulher contra o desenvolvimento de depressão, se tarefas como cuidar dos filhos e da casa forem compartilhadas. Entretanto, as mulheres que não trabalham fora e que ficam em casa cuidando de filhos pequenos podem apresentar maior risco de se tornarem deprimidas. O divórcio ou o rompimento de relações também pode desencadear um episódio depressivo, especialmente quando a situação envolve estresse relacionado a problemas de custódia dos filhos e partilha de bens, e o grau de depressão após a separação aumenta. 
Auto-estima: 
Muitas mulheres crescem com um senso de auto-confiança e um sentimento de que elas podem controlar suas vidas e dominar a maioria das situações. Enquanto algumas, devido a inúmeros fatores complexos de ordem familiar e social, podem experimentar sentimentos de baixa auto-estima e auto-valorização. Elas podem achar que não estão sendo levadas a sério, que o que fazem não é valorizado, ou que não têm um papel importante na sociedade ou na própria família. 
Outras mulheres podem acreditar que o seu valor baseia-se primariamente em sua atratividade física e tornam-se deprimidas se acharem que não se “enquadram” nos padrões definidos pelas imagens fascinantes de modelos e atrizes. Adolescentes, em particular, tendem a desenvolver distúrbios de alimentação, que geralmente são acompanhados por depressão. 
Os fatores subjacentes ao sentimento de baixa auto-estima em mulheres são complicados e afetam diferentes mulheres de diferentes formas. Se você acha que pode estar tendo um problema com a sua auto-estima, você pode decidir por examinar o que você sente através da ajuda de um grupo de apoio, de um conselheiro ou do seu médico. Diferentes tipos de terapia serão discutidos mais adiante; seu médico pode ajudá-la a selecionar uma terapia que seja adequada ao seu caso. 

Você, ou alguém que você conhece, está com depressão?  

Veremos a seguir algumas perguntas que podem ajudá-la a identificar se você – ou alguém que você conhece – está sofrendo de depressão. Obviamente, somente seu médico vai confirmar um diagnóstico de depressão, mas estas perguntas podem dar pistas de alguns tipos de comportamento e sentimentos problemáticos. 
Nas últimas semanas, você notou alguma mudança ligada aos aspectos relacionados abaixo? Responda sim ou não. 
Perda de interesse em atividades aprazíveis? 
Dificuldade em se concentrar? 
Cansaço geral ou perda de energia? 
Dificuldade em conciliar o sono ou necessidade incontrolável de dormir? 
Ganho ou perda de peso significante? 
Sentimento de culpa excessivo ou indevido? 
Sentimentos de desvalorização e inutilidade? 
Sentimentos de desesperança? 
Pensamentos repetidos sobre idéias de morte ou suicídio? 
Se você respondeu “sim” a várias dessas perguntas, ou “sim” à última, deve discutir com o seu médico o que você vem sentindo ultimamente.

Programas eficazes de tratamento encontram-se disponíveis  

Existe atualmente um grande número de tratamentos muito eficazes para depressão. Alguns dos tratamentos disponíveis são medicamentos antidepressivos, psicoterapia e terapia eletro-convulsiva. A escolha do tratamento certo para você é um processo individual que dependerá não somente da severidade de sua depressão, mas também das preferências suas e do seu médico. 
Especialistas concordam que a depressão deve ser tratada quando começa a causar uma prolongada interferência nas atividades sociais e profissionais, nos relacionamentos pessoais e nas atividades funcionais do dia-a-dia. Muitos deles também acreditam que o tratamento deve ser considerado quando a angústia pessoal se torna severa, mesmo se a pessoa deprimida ainda pareça estar exercendo adequadamente suas funções. 
Medicações Antidepressivas: 
As medicações antidepressivas podem ser úteis na correção dos desequilíbrios químicos que podem causar depressão maior. Hoje existem várias e diferentes opções para a escolha de antidepressivos. 
De um modo geral, acredita-se que as medicações antidepressivas atuam através de um mecanismo que aumenta a oferta de neurotransmissores no cérebro para restaurar o balanço químico. As principais categorias de antidepressivos incluem os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), antidepressivos tricíclicos (ATCs), inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) e vários outros antidepressivos mais recentes. Você também já deve ter ouvido falar sobre o lítio, que é usado principalmente no tratamento de um tipo de depressão conhecida como “transtorno maníaco depressivo”. Esta condição está associada com grandes alterações no estado de humor, tanto acima (mania) como abaixo (depressão) da variação normal de humor. 
Você precisará conversar com o seu médico para determinar que antidepressivo é o mais adequado para o seu caso. Todas as medicações produzem efeitos colaterais; se você achar que os efeitos colaterais de qualquer medicação são muito inconvenientes, diga ao seu médico. Ele poderá ajustar a dose ou prescrever uma outra medicação. 
Psicoterapia ou Terapia de exposição dos problemas: 
Há vários tipos de psicoterapia: terapia de apoio, cognitiva, comportamental e interpessoal. Algumas pessoas deprimidas podem ser ajudadas por uma pessoa interessada e disposta a simplesmente ouvir o que elas têm a dizer, enquanto outras necessitam da ajuda de um analista altamente experiente em examinar com atenção as situações difíceis e os problemas que contribuem para a depressão dos pacientes. A psicoterapia pode ser a curto prazo orientada a enfocar um acontecimento específico ou uma época difícil na vida de uma mulher, ou a longo prazo, dando um tempo adequado para investigar preocupações maiores sobre o passado, questões de identidade, relacionamentos passados ou presentes, etc. 
A terapia familiar é útil para pessoas cuja depressão pode ser influenciada por situações familiares. Vários membros da família, assim como o paciente deprimido, podem participar desse tipo de terapia. 
A terapia em grupo também é uma opção para mulheres que acham que poderiam se beneficiar do apoio de um grupo de iguais. Algumas mulheres acham que os grupos integrados por pessoas do mesmo sexo são menos ameaçadores e mais confortáveis que os grupos mistos. Os grupos de apoio para sobreviventes de abuso sexual, incesto, estupro, etc, oferecem a oportunidade de trocar sentimentos e responsabilidades pessoais com outras mulheres que tiveram experiências semelhantes. 
O treinamento de positividade e/ou sessões de planejamento de vida podem ser benéficos para mulheres deprimidas que precisam desenvolver novas formas de reação frente a situações difíceis. Esses programas podem ajudar as mulheres a aprender a estabelecer e a cumprir metas, avaliar situações objetivamente e reservar tempo para si mesmas. 

Eletro convulso terapia: 
A terapia eletro-convulsiva, ou terapia de “choque”, pode ser extremamente útil em casos de depressão severa. Embora possa parecer atemorizante, a terapia eletro-convulsiva (ECT) não dói e , na verdade, é mínimo o estresse causado ao corpo. A maioria das pessoas, mesmo as mais idosas, tolera muito bem esse tipo de terapia. A ECT geralmente age com bastante rapidez, permitindo às pessoas retornarem a uma vida mais produtiva quase que imediatamente após a terapia. 
Outras medidas benéficas a tomar: 
O consumo de determinadas substâncias químicas deve ser reduzido ou eliminado para diminuir seus efeitos sobre uma pessoa com depressão. Entre essas substâncias estão algumas medicações que normalmente não requerem receita médica, tais como analgésicos, calmantes, etc. O álcool deve ser eliminado, pois, por si só, é um depressivo. É importante adotar uma boa dieta alimentar rica em vitaminas e sais minerais. 
O envolvimento em atividades que você aprecia pode melhorar a terapia e ajudar a eliminar a depressão. A prática de exercícios físicos, em particular, demonstrou ter um efeito positivo em indivíduos deprimidos. 

Livrando-se da depressão  

A depressão é um transtorno complexo. Vimos que ela pode ter diversas causas e variados tipos de manifestação. Mas há tratamentos disponíveis eficazes que podem controlar a depressão. Com o tratamento adequado, as mulheres que sofrem de depressão podem participar de tudo que a vida tem para oferecer!
Para mais informações sobre depressão:
Depression/Awareness, Recognition and Treatment (D/ART) - National Institute of Mental Health - 5600 Fischers Lane - Rockville, MD 20857 - (800) 421 4211
National Alliance for the Mentally III (NAMI) - 200 North Glebe Road, Suite 1015 - Arlington, VA 22203
(800) 950-NAMI    http://www.nami.org
National Depressive and Manic Depressive Association (NDMDA) - 730 North Franklin Street - Chicag, IL 60610 - (800) 82-NDMDA   http://www.ndmda.org
National Mental Health Association (NMHA) - 1021 Prince Street - Alexandria, VA 22314 - (900) 969-NMHA      http://www.nmha.org
John H. Greist, MD e James W. Jefferson, MD “Depression and Antidepressants: A Guide” e “Depression and Its Treatment” - Dean Foundation for health, Research and Education - 2711 Allen Blvd. - Middleton. WI 53562 - (608) 836-7000.

Referências  

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7. Merlo LJ et al. Obsessive-compulsive disorder: tools for recognizing its many expressions. J Fam Pract. 55(3):217-22. 2006 

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