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Câncer de estômago

O estômago é um órgão do sistema digestivo que fica entre as extremidades do esôfago e do intestino. 

Depois de ingerido, o alimento desce pelo esôfago e passa para o estômago, onde existem glândulas que secretam enzimas para transformar o alimento em uma pasta semi-líquida, que passa para o duodeno e, em seguida, percorre o intestino. 

O tecido que reveste o estômago é composto por quatro camadas: a interna, chamada mucosa, contém as glândulas secretoras de pepsina e de ácido hidroclorídrico. 

A próxima camada é a submucosa, que dá sustentação à mucosa. A terceira, é formada por músculos que se contraem para ajudar os sucos gástricos a homogeneizar o alimento. A última camada, chamada serosa, recobre todo o estômago. 

Possíveis causas e fatores de risco de câncer de estômago


A incidência de câncer de estômago tem diminuído consideravelmente nos últimos trinta anos, principalmente nos países ocidentais. Não se sabe bem o porquê, mas estudos têm sugerido que isso se deve ao desenvolvimento de métodos mais apropriados de conservação dos alimentos. 


A ocorrência de câncer de estômago é duas vezes maior em homens do que em mulheres e costuma acometer pessoas acima de 50 anos de idade 

Suas causas exatas ainda não são conhecidas, mas pessoas que sofrem de distúrbios gástricos provocados por uma bactéria chamada Helicobacter Pylorii parecem estar mais suscetíveis a desenvolvê-lo, bem como as que sofrem de anemia perniciosa, que resulta em uma deficiência de vitamina B12. A propensão hereditária de formação de pólipos no estômago também pode ser um fator de risco. 

Sinais e sintomas mais frequentes

 

O câncer de estômago é curável, na maioria dos casos, quando detectado em sua fase inicial. Entretanto, sua detecção precoce é relativamente difícil, uma vez que no começo, não costuma apresentar sintomas. Quando ocorrem, os mais comuns são:

• Repetidos episódios de indigestão

• Perda de apetite

• Dificuldades para engolir

• Perda de peso

• Inchaço abdominal após as refeições

• Náuseas constantes

• Azia persistente

• Sangue nas fezes ou fezes escuras demais

Estes sintomas são comuns em muitas outras situações; a maioria das pessoas que os apresentam não tem câncer de estômago. Entretanto, é importante relatá-los ao médico para tratar suas causas. 

Como é feito o diagnóstico

 

O diagnóstico definitivo de câncer de estômago só é possível por meio de uma biópsia. Geralmente ela é feita durante uma endoscopia, procedimento que é feito por um médico gastroenterologista, que introduz pela boca do paciente um tubo fino contendo um telescópio na extremidade que desce pelo esôfago até atingir o estômago. Com este aparelho o médico é capaz de visualizar o interior do estômago e colher uma pequena amostra de tecido para ser examinada pelo patologista, à luz do microscópio. 

Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico solicitará outros exames, tais como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se o câncer se espalhou para outros órgãos. 

Como o câncer de estômago se desenvolve

 

O processo inicia-se na primeira camada do estômago - na mucosa. À medida que cresce, o tumor vai se instalando nas camadas seguintes até ultrapassar as paredes do estômago e alcançar órgãos adjacentes como o pâncreas e o baço. 

Posteriormente, ele pode atingir os gânglios linfáticos mais próximos e, através da circulação linfática, instalar-se em locais mais distantes, dando origem a metástases. 

Tratamentos

 

O fator que determinará o tipo de tratamento a ser aplicado é o estágio da doença. Em outras palavras, vai depender de quanto o câncer evoluiu. 

Cirurgia - é o método de tratamento mais importante. A extensão da operação vai depender de quanto e para onde o tumor se espalhou. Quando o tumor está restrito ao estômago, pode ser completamente removido cirurgicamente, com uma gastrectomia total ou parcial (retirada total ou parcial do estômago). Quando o tumor já atingiu outras estruturas, a cirurgia pode incluir a remoção de partes do pâncreas, baço ou fígado. 

Radioterapia - costuma ser a opção de tratamento posterior à cirurgia, quando o tumor não pôde ser completamente extraído. Pode também ser empregado para diminuir tumores que estão obstruindo o trânsito digestivo e, ainda, para aliviar dores e sangramentos. 

Quimioterapia - até o momento, as drogas quimioterápicas conhecidas para combater o câncer de estômago não têm apresentado resultados satisfatórios, na maioria dos casos. Algumas drogas novas estão em fase de testes, assim como o uso combinado de algumas já conhecidas. 

Se o seu médico considerar que o seu caso pode ser elegível para uma das pesquisas clínicas em andamento, ele irá conversar com você sobre os riscos e benefícios que você poderá obter com eles. 

Referências:

 

National Cancer Institute

 

M.D. Anderson Cancer Center

 

Associação Brasileira do Câncer (www.abcancer.org.br

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