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Estresse emocional, álcool e infecções podem influenciar negativamente a psoríase

A psoríase é um dos problemas que mais frequentemente afetam a pele. São lesões que ocorrem de forma crônica, influenciadas pela genética e que atingem 2% da população mundial. Homens e mulheres são acometidos na mesma proporção.

 

A dermatologista Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que, apesar de tudo, o diagnóstico da psoríase é feito com facilidade por médicos treinados.


“As lesões da pele são bastante variáveis, assim como a gravidade da doença, que pode ocorrer desde em formas leves até casos muitos extensos, que levam à incapacidade física e emocional. As unhas e as articulações também podem ser atingidas”, explica a especialista.

 

Carla diz que a origem da psoríase é desconhecida, mas a predisposição para o problema é genético e uma série de fatores pode desencadear ou piorar a doença. Entre eles: lesões na pele (sejam físicas, químicas, elétricas, cirúrgicas ou por inflamações), infecções de garganta e HIV, alguns tipos de medicamentos, estresse emocional, ingestão de álcool e variações climáticas. “A doença costuma piorar no inverno, mas não há explicação científica para isso”, completa a dermatologista.

 

Outras questões que podem servir de gatilho para o surgimento da psoríase, de acordo com a especialista, são:


• Fatores genéticos: “sabe-se que, em 30% dos casos, existem antecedentes familiares de psoríase”, explica Carla;
• Fatores emocionais: "estresse emocional pode estar presente em até 70% dos casos em algum momento da doença, podendo desencadear uma crise ou agravar um quadro já instalado"; 
• Alterações bioquímicas: do metabolismo de algumas substâncias na pele;
• Alterações imunológicas e inflamatórias persistentes.

 

Apesar de não se saber exatamente qual a causa da psoríase, evitar os fatores que podem desencadear ou piorar uma crise ajudam muito no controle do quadro.

 

Psoríase tem grande impacto negativo sobre as relações sociais

 

Carla ressalta que a psoríase não é contagiosa e, portanto, não é preciso tomar nenhum cuidado especial no contato com quem tem a doença. Ainda assim, o impacto negativo do problema sobre as relações e o psicológico daqueles que convivem com ele é grande. “É uma doença estigmatizante. Atrapalha muito nas interações afetivas e profissionais”, observa.

 

O diagnóstico da psoríase, explica a especialista, é clínico e pode ser confirmado por meio da biópsia da pele afetada  quando existe dúvida sobre o diagnóstico. Quanto ao tratamento, Carla diz que existem duas alternativas: “para muitos pacientes, os medicamentos tópicos (usados sobre a pele) são suficientes para manter a psoríase sob controle. E há o tratamento sistêmico (com efeito em todo o organismo), indicado nos casos moderados e graves da doença e para as pessoas em que o tópico não tem efeito”.

 

Com relação às manchas que a psoríase deixa na pele, o tratamento é possível, porém, não é definitivo. “Há como obter um clareamento total das lesões, mas não existe cura definitiva. Não se pode garantir que não voltarão, porém é possível um controle do quadro”, conclui a dermatologista.