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Fobia Social pode causar problemas de depressão, abuso de álcool e drogas

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno psicológico, a fobia social é um Transtorno de Ansiedade, no qual a pessoa se sente ansiosa em situações sociais, com a sensação de estar sendo observada e avaliada negativamente pelos outros. O grau de ansiedade muitas vezes é tão intenso que pode gerar um ataque de pânico.


De acordo com o Psicólogo Clínico, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e especialista no tratamento de Transtornos de Ansiedade, Artur Scarpato, as pesquisas indicam que entre 4% e 12% de pessoas vão apresentar transtorno de fobia social em algum momento de suas vidas. “Vivemos em uma sociedade em que há uma pressão social para as pessoas se socializarem, serem mais expansivas e terem muitos amigos. Isto cria uma pressão maior em quem tem ansiedade social, tornando este sofrimento bastante evidente e limitador para a pessoa”, esclarece.


O especialista explica que, geralmente, o problema tem início na adolescência, mas pode também começar na infância. “Certo grau de  ansiedade social é comum nas pessoas. A fobia social se diferencia da ansiedade social comum ou da timidez pelo grau e duração do sofrimento gerado antes e durante uma situação social e pelo grau de prejuízos que traz à vida da pessoa. Por esta razão também chamada de ‘timidez patológica’”, diz.


A ajuda profissional é necessária quando o sofrimento é muito incômo     do para a pessoa ou para quem convive com ela ou quando o transtorno começa a prejudicar e limitar a vida em qualquer de suas esferas: familiar, social, profissional e educacional. Caso o problema não seja tratado, as consequências podem ser graves. “A fobia social pode contribuir para o desenvolvimento de problemas como depressão, abuso de álcool e drogas e outros quadros ansiosos”, alerta Scarpato.


Para a maioria dos casos de Fobia Social, o tratamento psicológico especializado é suficiente. Os casos mais severos se beneficiam de um tratamento conjugado de psicoterapia especializada e medicação, geralmente antidepressivos e ansiolíticos.  “É importante saber que a fobia social é um problema que tende ser crônico e, dificilmente se resolve sozinho”, garante o psicólogo.


Fontes:


Artur Scarpato : Psicólogo Clínico (PUC SP). Mestre em Psicologia Clínica (PUC SP). Especialista em Psicologia Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. e em Cinesiologia Psicológica pelo Instituto Sedes Sapientiae. Especialista no tratamento de Transtornos de Ansiedade como Síndrome do Pânico, Fobia Social e Estresse Pós Traumático.