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Chocolate: um vilão ou um mocinho da alimentação?

O chocolate desperta o desejo de mulheres, homens, adultos e crianças. Porém, ao mesmo tempo em que proporciona momentos de prazer, também provoca o sentimento de culpa em muitas pessoas. Mas, será que o chocolate é realmente um malfeitor da alimentação?

A nutricionista Liliam Teixeira tranquiliza os “chocólatras”: segundo ela, o chocolate não é um vilão, desde que consumido com moderação. “Pelo contrário: na quantidade certa, ele pode trazer benefícios a nossa saúde”, diz.

Isso porque os chocolates amargo e meio amargo possuem um alto teor de flavonoides, que ajudam a prevenir o aparecimento da arteriosclerose, além de combater os radicais livres. “O chocolate também possui ácidos graxos saturados e insaturados, que ajudam a diminuir o nível do LDL (mau colesterol), e aumentam o HDL (bom colesterol)”, completa a nutricionista.

Mas alguns tipos de chocolate devem ser consumidos com bastante moderação, como o chocolate branco, que não é feito de cacau, mas sim da manteiga de cacau. Por esse motivo, ele tem uma concentração maior de gordura, e não apresenta as propriedades benéficas dos chocolates feitos de cacau.

O chocolate diet também requer atenção: ele foi criado para quem não pode consumir açúcar, como é o caso dos diabéticos, porém, ele tem mais gordura em sua composição. “1 grama de açúcar contém 4 calorias, enquanto 1 grama de gordura tem 9 calorias. Com isso, o chocolate diet muitas vezes possui um maior teor calórico”, alerta Liliam Teixeira.

Portanto, ao se render aos prazeres do chocolate, é bom ficar atento à sua composição e evitar o consumo em excesso. Porém, às vezes o chocolate é tão gostoso, que é comum vermos algumas pessoas cometendo exageros. A nutricionista explica que existe uma razão para isso: “O chocolate tem um aminoácido chamado L-triptofano, que provoca o aumento da produção de serotonina, o ‘hormônio do prazer’. Por isso, muitas pessoas comem o chocolate e se sentem bem, e com isso acabam sentindo vontade de ingeri-lo muitas vezes ao dia”.

Confira abaixo os tipos de chocolate, suas composições e indicações de consumo, descritos por Liliam Teixeira:

• Chocolate ao leite - A massa de cacau é substituída em parte pelo leite em pó, formando uma combinação de cacau, leite e açúcar.

• Chocolate amargo e meio amargo - Apresentam mais cacau e menor concentração de açúcar. Portanto, são os chocolates mais indicados, pois quanto maior é o percentual de cacau, maior é a concentração da propriedade funcional e nutritiva.

• Chocolate diet - Sem adição de açúcar, que é substituído pelo adoçante. Tem um alto teor de gordura, que faz com que ele apresente a textura habitual. É inadequado para o processo de emagrecimento, pois apresenta mais calorias que o convencional. É indicado exclusivamente para os diabéticos.

• Chocolate branco - É composto por açúcar, leite e manteiga de cacau, em vez do próprio cacau. Com isso, tem maior concentração de gordura e calorias. Seu consumo não é indicado por não apresentar as propriedades benéficas do chocolate feito de cacau.