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Câncer de mama metastático - Cada Minuto Conta

Cada Minuto Conta é o nome da campanha que busca aumentar o conhecimento público a respeito do câncer de mama metastático, esclarecendo mitos e estimulando as conversas sobre o tema. A ação é resultado de uma parceria entre Pfizer e a Ulaccam (Unión Latinoamerica Contra el Cáncer de la Mujer - União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher),
 
A Doença

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos de câncer a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, uma vez que grande parte dos casos é diagnosticada já em estágios avançados. Em 2013, 14.388 pessoas morreram no País em função do câncer de mama.  Mais de 57 mil novos casos dessa neoplasia são identificados por ano no Brasil, segundo estimativas do Inca. A cada ano, na América Latina, são diagnosticados 150 mil novos casos de câncer de mama metastático, dos quais mais de 40 mil evoluem para o óbito4.

Até 30% das mulheres com câncer de mama passarão pelo processo de metástase, mesmo que a doença seja detectada precocemente1, segundo estudo divulgado pelo jornal científico The Oncologist.

O câncer de mama metastático é aquele que se espalha para outros órgãos como pulmões, fígado e ossos, por exemplo.

O que se sabe sobre o tema

Para conhecer a percepção e o conhecimento da população a respeito do câncer de mama metastático, a Harris Poll realizou, a pedido da Pfizer, uma pesquisa inédita em cinco países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México), com apoio da Pfizer, envolvendo mais de 5 mil adultos.

Embora a maioria dos 1.196 brasileiros entrevistados (76%) afirme saber o que é um câncer metastático, quase metade (40%) acredita que o processo de metástase raramente ocorre em pacientes com tumores de mama, o que é um mito.

Quando o assunto são as causas relacionadas à metástase, novamente faltam informações entre os brasileiros: 45% dos entrevistados estão convencidos de que o câncer de mama pode progredir ou apresentar reincidência porque os pacientes não teriam tomado medidas preventivas adequadas, quando na verdade os fatores genéticos interferem de forma predominante nesse processo.

Os resultados da pesquisa mostram ainda outra percepção equivocada em relação à doença. A maioria dos brasileiros (87%) acredita que o câncer de mama metastático tem cura, desde que o tumor seja diagnosticado precocemente e tratado. O porcentual é igual ao apresentado pelos mexicanos e inferior ao dos chilenos (93%). Na realidade, hoje, o acesso a tratamentos mais modernos e eficazes pode ajudar o paciente a viver mais e melhor, mas ainda não é possível falar em cura. Atualmente, o câncer de mama metastático representa 90% das mortes por câncer de mama².

Informação de qualidade é uma aliada imprescindível ao paciente, o que se aplica também para seus familiares e amigos. Isso porque manter-se informado é fundamental para que o paciente possa, em parceria com o médico, tomar decisões, participar ativamente do tratamento e esclarecer dúvidas. Contudo, apenas 29% dos brasileiros ouvidos na pesquisa dizem que é possível ter fácil acesso a informações confiáveis sobre câncer de mama metastático e 72% concordam que há pouca atenção da mídia para esse tipo de câncer. “O acesso à informação relevante e confiável, assim como a novos e eficazes tratamentos, é a melhor maneira de empoderar pacientes e médicos, com objetivo de contribuir para que essas mulheres vivam mais e melhor”, Elmer Huerta, diretor do Cancer Preventorium, um departamento do Washington Cancer Institute, no MedStar Washington Hospital Center.

Familiaridade com o câncer de mama

Em todos os países, o câncer de mama é classificado como o câncer com o qual os adultos estão mais familiarizados. No Brasil, 77% dos entrevistados disseram conhecer a doença, enquanto no Chile metade estava familiarizada com a doença. Além disso, de forma mais específica, cerca de metade dos adultos na Argentina (55%), Chile (55%) e Colômbia (51%) diz ter familiaridade com os termos ‘câncer de mama avançado’ e ‘câncer de mama metastático’. A familiaridade é ligeiramente superior no Brasil (64%) e no México (65%).

Fatores de Risco

A maioria dos entrevistados em todos os países acredita que a principal causa do câncer de mama são os fatores genéticos e o histórico familiar. Muitos também afirmam que a doença é curável mesmo no estágio metastático, o que é um mito.

O estigma

Pelo menos dois em cada dez adultos afirmam que as pessoas com câncer de mama avançado/metastático não deveriam discutir a doença com seus familiares e amigos, restringindo o assunto ao médico que conduz o tratamento.  No Brasil, quase um terço dos entrevistados (29%) concorda com essa opção.

Evolução

Durante muito tempo, o câncer de mama metastático foi encarado como uma certeza de que a morte se aproxima. De fato, nos anos 1970 a média de vida de uma paciente com esse tipo de tumor após o diagnóstico era de apenas 18 meses. Atualmente, considera-se que cerca de 30% das mulheres diagnosticadas com câncer mama metastático vivem em média cinco anos3.

De fato, 90% dos entrevistados que participaram da pesquisa concordam que, ao longo dos últimos 10 anos, houve avanços significativos no tratamento do câncer de mama metastático. Mas, ainda assim, 92% acreditam que são necessárias mais opções de tratamento.

 

Referências

1 - O’Shaughnessy J. Extending survival with chemotherapy in metastatic breast cancer. The Oncologist.  2005;10:20-29. Accessed September 21, 2015.
2 - Metastatic Breast Cancer Alliance. Metastatic Breast Cancer Landscape Analysis: Accessed on October 14, 2014. Available at: http://www.mbcalliance.org/docs/MBCA_Full_Report_Landscape_Analysis.pdf. Accessed on January 12, 2015.
3 - Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
4 - Ferlay J, et al. GLOBOCAN 2012 v1.0 , Cancer Incidence and Mortality Worldwide: IARC Cancerbase No. 11 (Internet). 2013. Lyon, France, International Agency for Reseach on Cancer. http://globocan.iarc.fr