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Em BH e Porto Alegre, dependência associada à artrite reumatoide supera São Paulo, Rio e Recife

Pesquisa com pacientes de cinco cidades aponta que, em média, 51% têm dificuldades nas tarefas diárias. Nas capitais de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porcentagem passa de 70%.

Sentir dificuldades até para escovar os dentes, vestir-se ou se alimentar. Essa é a realidade de grande parte dos cerca de 2 milhões de brasileiros acometidos pela artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações e pode causar rigidez, deformidade articular e desgaste ósseo, levando a uma série de incapacidades para a vida diária. O forte impacto da enfermidade para o cotidiano do paciente é uma das constatações da pesquisa Não Ignore Sua Dor: pode ser artrite reumatoide, realizada em cinco capitais brasileiras pelo Instituto Ipsos, a pedido da Pfizer.

Em média, 51% dos 200 pacientes entrevistados pelo levantamento relataram que sentem dificuldades para desempenhar atividades comuns do dia a dia, incluindo a higiene pessoal. Em Porto Alegre e Belo Horizonte, contudo, esses porcentuais chegam  a 76% para a capital gaúcha e a 75% entre os mineiros. Já em São Paulo, esse porcentual é de 38%, ante 23% no Rio de Janeiro e 46% no Recife. Considerando a amostra total, quase 1 em cada 5 entrevistados (18%) diz que depender de outra pessoa é a experiência mais difícil da doença.

Mesmo os pacientes mais independentes preferem realizar ações rotineiras juntamente com outras pessoas. Isso porque, em função dos sintomas da doença, muitos temem travar, cair ou ficar impossibilitado de se mexer e pedir ajuda. Essa sensação de insegurança, somada à perda da autonomia e à severidade da dor e da rigidez, acabam por abalar também a autoestima dos pacientes. Se antes da doença 84% deles tinham a autoestima elevada, com a progressão do quadro clínico essa proporção baixou para 64%.  Além disso, 27% dos entrevistados têm dificuldade para se olhar no espelho e 16% admitem que sentem vergonha do próprio corpo.

A pesquisa

O levantamento “Não ignore sua dor: pode ser artrite reumatoide” foi realizado com o objetivo de contribuir com mais informações sobre a doença, que embora exerça um impacto importante para os sistemas de saúde brasileiros ainda é pouco discutida. “Com a pesquisa, pudemos mostrar os reflexos sociais, físicos, financeiros e emocionais dessa doença para os pacientes e também para seus familiares”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

A pesquisa também evidencia o desconhecimento em relação à artrite reumatoide, considerada erroneamente uma doença exclusivamente de idosos. Do total de entrevistados, 76% nada sabiam sobre a enfermidade até o momento do diagnóstico. Em média, essas pessoas passam por três médicos até a identificação da enfermidade, percorrendo um longo caminho que costuma começar no clínico geral e durar, em média, dois anos. Em muitos casos, contudo, o processo pode se arrastar por mais de cinco anos. Assim, apenas depois de suportar as dores e as limitações da doença por muito tempo é que o paciente finalmente consegue chegar ao reumatologista, já desgastado e ciente de que perdeu tempo.

Os dados coletados pela pesquisa, por meio de entrevistas pessoais, mostram ainda as preferências dos pacientes em relação aos medicamentos utilizados para controlar a doença. O tratamento oral é preferido pela maioria (51%), enquanto 27% defendem os injetáveis. Os entrevistados destacam, entre os benefícios da terapia oral, a possibilidade de ser tomada em qualquer lugar (66%), sem a ajuda de ninguém (37%), além do fato de ser obtida mais facilmente (23%).  Além disso, boa parte dos pacientes não quer sentir a dor da injeção (37%) ou tem medo de agulha (32%).

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