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Contaminação por H1N1 favorece o aparecimento de infecções secundárias

Gripes facilitam a locomoção de bactérias do nariz pelo corpo, aumentando o risco de quadros potencialmente graves, como a pneumonia

Os quadros mais severos de gripe, como muitos dos casos associados ao vírus H1N1, podem ter outras consequências preocupantes para os pacientes. Esses agentes podem favorecer o desenvolvimento de outras doenças, algumas delas de grande impacto e morbidade, como é o caso da pneumonia. Crianças menores de dois anos, idosos, grávidas e portadores de doenças crônicas, como os obesos e os diabéticos, em geral são os mais afetados pelas infecções secundárias. “Esses públicos costumam ter o sistema imunológico mais frágil”, afirma o médico Artur Timerman, mestre em infectologia pela Universidade de São Paulo (USP) e profissional do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Presente no nariz de 80% das crianças, na maioria das vezes de forma assintomática, a bactéria pneumococo, por exemplo, consegue se locomover com mais facilidade e pode chegar mais rapidamente a outras partes do corpo quando o indivíduo está gripado, podendo provocar pneumonia e meningite, bem como infecção generalizada1. O pneumococo representa hoje a principal causa de pneumonia.  E alguns estudos mostram que quatro em cada dez casos de hospitalização por doença pneumocócica invasiva ocorrem justamente na temporada da gripe2.

A transmissão de gripes e resfriados se dá principalmente pela disseminação de gotículas que a pessoa infectada expele quando fala, tosse ou espirra, podendo surgir febre, coriza, dores e congestão nasal. Superfícies e objetos infectados em ambientes frequentados por muitas pessoas, como escolas, empresas e transportes coletivos, também podem propiciar a contaminação. Mas, diante de sintomas pouco específicos, como saber se o indivíduo tem gripe comum, infecção por H1N1, um simples resfriado ou uma pneumonia mais complicada?

No infográfico anexo, o infectologista Artur Timerman lista dicas importantes para diferenciar as principais doenças respiratórias que costumam afetar a população de forma mais intensa nas estações frias do ano. Para todas elas, mais do que adotar o tratamento correto, é preciso investir em prevenção e no fortalecimento do sistema imunológico, o que inclui boas práticas de higiene, padrão de sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação e a imunização por meio de duas vacinas: uma contra a gripe e outra contra a pneumonia pneumocócica.

Referências

1. Diavatopoulos D. and others. Influenza A virus facilitates Streptococcus pneumoniae transmission and disease; The Faseb Journal; 2010.
2. Soares, Clystenes O.  Sazonalidade do vírus influenza e infecções pneumocócicas.

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