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Distimia: uma forma menos óbvia de depressão

É fácil reconhecer quando alguém tem depressão, certo? Nem sempre. Enquanto a forma mais severa da doença impede que a pessoa trabalhe e faça as atividades do dia a dia, existe um outro tipo de depressão, chamado distimia, com sintomas menos intensos. É aí que está o perigo: a distimia frequentemente passa despercebida e não é tratada, o que prejudica a qualidade de vida e aumenta as chances da pessoa desenvolver a forma mais grave da depressão.

Os sinais da distimia podem passar despercebidos

A distimia é uma doença crônica que pode começar ainda na infância. Ao contrário da forma mais conhecida de depressão, ela não ocorre em episódios, mas persiste por longos períodos, até mesmo décadas. É por isso que a pessoa que sofre da doença e os que estão próximos a ela têm dificuldade para notar os sinais. Todos tendem a achar que os sinais fazem parte da própria personalidade da pessoa.

Apesar dos sintomas serem menos acentuados, a distimia traz um grande prejuízo pessoal. A pessoa geralmente tem pouca energia e concentração, o que pode tornar o seu desempenho profissional ou acadêmico insatisfatório e gerar grandes taxas de faltas. Outros sinais são mau humor, tristeza, desinteresse, pessimismo e baixa autoestima constantes. Além disso, a pessoa pode ter pouco ou excesso de apetite e de sono.

Muitas vezes, os portadores de distimia desenvolvem a chamada depressão dupla. Ou seja: junto com a depressão crônica de longa duração, eles têm episódios de depressão maior, que é o tipo mais grave. Quando isso acontece, é preciso tratar as duas formas da doença para que a recuperação seja completa.

Distimia tem tratamento

O tratamento para a distimia, que envolve psicoterapia e medicamentos indicados por um psiquiatra, pode ser bastante eficaz. Também é importante passar pela avaliação de um clínico geral para investigar se alguma doença física está causando ou agravando os sintomas. Se achar que você ou uma pessoa próxima pode ter o problema, não deixe de procurar ajuda profissional.

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Referências

http://www.abrata.org.br/new/artigo/distimia.aspx
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/persistent-depressive-disorder/home/ovc-20166590
http://www.depressionny.com/q&a.htm