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É preciso estar alerta à depressão

O mês de setembro foi escolhido pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio para alertar sobre a importância de ações preventivas contra o suicídio. A campanha, batizada de Setembro Amarelo, visa também romper com o tabu que envolve o assunto. No Brasil, esse tipo de morte entre adolescentes e jovens aumentou 30% nos últimos 25 anos.

Um importante fator de risco associado ao suicídio é a depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 90% dos indivíduos que puseram fim às suas vidas cometendo suicídio tinham algum transtorno psiquiátrico e 60% deles estavam deprimidos.

Depressão é mais do que tristeza

Bem mais do que uma tristeza passageira ou cotidiana, a depressão tem causas biológicas e orgânicas, como alterações neuroquímicas no cérebro e desequilíbrio hormonal. Além disso, são descritos tipos de depressão cuja incidência ou prevalência destacam-se em indivíduos de uma mesma família, sugerindo forte caráter hereditário e genético.

Tratamento com antidepressivos, sempre sob supervisão médica, associado sempre que possível ao  acompanhamento psicológico, são opções terapêuticas eficazes para a maioria dos pacientes. Embora a depressão possa ocorrer apenas uma vez, não é incomum históricos de pacientes com repetidos episódios da doença ao longo da vida. . Durante esses episódios, as manifestações incluem:

  • Sentimentos persistentes de tristeza, choro, desespero ou sensação crônica de vazio;
  • Sentimento de culpa,  impotência e desesperança.
  • Explosões intermitentes de raiva, irritabilidade ou frustração, mesmo por coisas pequenas;
  • Perda do interesse ou prazer em atividades anteriormente apreciadas;
  • Distúrbios do sono, incluindo insônia ou dormir demais;
  • Cansaço e falta de energia; mesmo pequenas tarefas exigem esforço extra;
  • Perda de apetite e/ou peso ou aumento de apetite com ganho de peso;
  • Ansiedade, agitação ou inquietação;
  • Dificuldade para se concentrar tomar decisões e lembrar-se de fatos e tarefas;
  • Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio; ideação, planejamento com ou sem tentativa de suicídio;
  • Queixas físicas vagas, inespecíficas e inexplicáveis, como dor nas costas ou dores de cabeça.

Tratamento gratuito para a depressão pelo SUS

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para a depressão por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os centros são unidades de atendimento intensivo, extra-hospitalar, multidisciplinar em regime diário aos portadores de doenças psiquiátricas, realizando o acompanhamento clínico e a ressocialização dos pacientes, muitos dos quais, oriundos de unidades básicas de saúde, ambulatórios de saúde mental e com alta hospitalar recente.

Referências

http://www.abpcomunidade.org.br/site/?p=257
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/depression/basics/symptoms/con-20032977
http://www.blog.saude.gov.br/promocao-da-saude/50187-setembro-amarelo-prevencao-do-suicidio-ganha-destaque-durante-o-mes
http://www.cvv.org.br/site/clippings/108-taxa-de-suicidio-entre-jovens-cresce-30-em-25-anos-no-brasil.html
http://www.who.int/mental_health/media/counsellors_portuguese.pdf
http://www.ccs.saude.gov.br/saude_mental/pdf/sm_sus.pdf