Skip directly to content

Falência renal pode levar ao transplante de rim

O diabetes, a hipertensão, as nefrites e o rim policístico são as causas mais comuns de falência renal, explica o nefrologista Rodrigo Bueno de Oliveira, primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Nefrologia e médico assistente da Nefrologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

 

Entre diversas funções - diz o especialista -, os rins são responsáveis por remover toxinas e substâncias que não são mais importantes para o organismo, regular a formação do sangue e a pressão arterial e controlar o equilíbrio químico e de líquidos no corpo.

 

Quando eles chegam a menos de 15% a 10% da sua capacidade, é preciso iniciar alguma terapia substitutiva das funções renais, que pode ser a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal – alerta o nefrologista.

 

No caso do transplante renal, os órgãos vêm, principalmente, de doadores falecidos – diz Oliveira. Mas, também existe a possibilidade de o órgão ser de um doador vivo, que pode ser relacionado com o paciente, no caso dos parentes, ou não relacionado, como um cônjuge – explica.

 

De acordo com o especialista, para que seja feito o transplante, é necessário verificar a compatibilidade do órgão com o receptor para evitar a rejeição, além de alguns procedimentos para afastar a hipótese de outras possíveis contraindicações.

 

Cuidados após o transplante renal

 

O paciente transplantado terá que tomar alguns remédios pelo resto da vida para afastar o risco de rejeição e o acompanhamento médico deve ser rigoroso – diz Oliveira. “No primeiro ano após o transplante, as consultas de acompanhamento são mensais, depois deste período são menos frequentes”, afirma o especialista.

 

Isso tudo – ele explica – porque é preciso verificar constantemente se o órgão está sendo bem aceito pelo organismo, além de avaliar o perigo de infecções, uma vez que o paciente toma medicamentos que diminuem a imunidade.

 

Além disso – diz o nefrologista -, a pessoa deverá continuar tratando qualquer doença pré-existente. Então, se ela tinha diabetes, por exemplo, continuará seguindo as recomendações dietéticas e fazendo o controle de glicose - completa.

 

Como prevenir a doença renal crônica

 

O nefrologista alerta que toda pessoa a partir dos 40 anos deve fazer, uma vez ao ano, o exame de sangue para verificar a dosagem de creatinina e também de urina tipo 1. São testes simples, disponíveis em toda a rede básica de saúde do SUS, que podem detectar um possível problema renal – ele diz.

 

Mas, se a pessoa tem diabetes ou pressão alta, os dois exames devem ser feitos rotineiramente a partir da idade em que esses problemas forem detectados – explica. “Não importa se a pessoa tem 15, 20 ou 30 anos”, completa Oliveira.

 

O mesmo vale para as pessoas que têm histórico de cálculo nos rins, infecção urinária ou parentes com doença renal, pois fazem parte de um grupo de risco e precisam fazer exames regularmente – diz o especialista.

 

Do mesmo modo que se faz para verificar índices de colesterol e de açúcar no sangue – ele pondera. “Pois, quanto mais cedo se detecta um problema, mais fácil é tratá-lo e até evitar a sua progressão”, conclui o nefrologista.