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Vacinação dos filhos deve prosseguir na adolescência

Por volta dos sete anos, para quem seguiu as recomendações do pediatra, é comum dar-se por encerrada a tarefa de vacinar os filhos. Trata-se, entretanto, apenas da primeira etapa: para garantir a imunização contra uma série de doenças e até contribuir para a erradicação de outras tantas, é fundamental que o adolescente também seja vacinado.

 

Tal cuidado deveria fazer parte da agenda de saúde da família, mas ainda está longe de ser um hábito para o brasileiro. “A vacinação não deve ser entendida como um tratamento, mas sim como uma prevenção”, observa o hebiatra Paulo Huvos.

 

Existem vacinas que necessitam de doses de reforço durante a adolescência, como a vacina contra o tétano e a difteria. Algumas não fazem parte do atual calendário de rotina, mas devem ser administradas segundo prescrição médica, já que nunca se sabe quando pode haver o contato com determinados microorganismos que transmitem doenças – um exemplo clássico é a febre amarela. Há ainda as específicas, recomendadas pelo médico que acompanha o jovem.

 

Outra situação em que o adolescente deve ser vacinado é quando ele não possui a carteira de vacinação que deveria ter sido completada na infância. Nesse caso, o médico pode optar por repetir algumas vacinas e reforçar outras que, supostamente, já foram aplicadas.

 

Por fim, existem as vacinas que protegem contra doenças e vírus que se tornaram especialmente comuns entre os jovens. É o caso do HPV, vírus transmitido sexualmente, que pode causar condiloma e câncer no colo do útero. 

 

“Há discussões para que essa vacina seja incluída, nos próximos anos, no calendário vacinal oficial.”, afirma o hebiatra Paulo Huvos, lembrando que o desaparecimento de certas doenças, como a varíola, só foi possível graças à vacinação em massa da população de todo o mundo. “Atualmente, o sarampo e a paralisia infantil também caminham para a erradicação mundial. Tudo isso graças à vacinação”, avalia o especialista.

 

Calendário de vacinação do adolescente

 

Confira abaixo uma simulação de calendário vacinal para um adolescente que não tem como comprovar nenhuma vacina ou, de fato, não tenha sido vacinado na infância:

 

• Hepatite B: três doses, com um mês de intervalo para a segunda dose e seis meses de intervalo para a terceira.
• Difteria e tétano (dT) – três doses, com intervalo de dois meses entre elas.
• Sarampo, caxumba e rubéola (SCR) – dose única
• Febre amarela (caso resida ou vá viajar para região de epidemia): duas semanas antes de viajar.
• HPV: três doses, com intervalo variável de acordo com o laboratório que produz a vacina.
• Salk (vacina intramuscular contra paralisia infantil): se o paciente não tiver sido imunizado quando criança pela vacina Sabin (“gotinha”), deve receber três doses da Salk, com os mesmos intervalos da vacina contra hepatite B.
• Varicela (catapora), caso o adolescente não tenha contraído a doença: dose única.

 

As vacinas contra difteria e tétano (dT) e febre amarela podem (e devem) ser reforçadas a cada 10 anos.

 

Vacinas circunstanciais:

 

• Vacina contra raiva humana, imediatamente após ataques de animais com suspeita de raiva. Deve-se levar o paciente a algum posto de saúde, onde é conhecido o esquema de tratamento para cada caso.
• Meningite: geralmente administrada apenas em caso de epidemias. 
• Gripe (normal ou H1N1): administradas em caso de epidemias, geralmente em dose única.