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A importância da vacina para pessoas com HIV

A imunização de pessoas que vivem com o vírus HIV é fundamental para a prevenção de infecções oportunistas e para a manutenção da saúde. No entanto, muitos ainda têm dúvidas sobre a segurança e a eficiência das vacinas para esse grupo. Pensando nisso, preparamos este conteúdo para que você entenda as vantagens da vacina para pessoas com HIV.

Qual tipo de vacina deve ser aplicado em pessoas com HIV?

Os médicos defendem que as vantagens superam os riscos e que a vacina para pessoas com HIV é essencial para garantir a qualidade de vida. As vacinas são produzidas a partir de componentes do próprio agente agressor ou de um agente semelhante para que o organismo “aprenda” a combater essa ameaça.

Por causa da imunossupressão, os soropositivos podem apresentar respostas menos eficientes a essas substâncias ou sofrer com efeitos colaterais mais fortes. Por isso, é importante que o médico faça uma avaliação para saber que tipo de vacina deve ser aplicada. Ele deve considerar a contagem das células CD4, que são linfócitos que combatem as infecções e são peças-chave do sistema imunológico. Existem duas opções de vacinas:

  • Vacinas atenuadas - o vírus ou bactéria é atenuado, diminuindo o poder infeccioso;
  • Vacinas inativadas - os microrganismos são mortos, o que elimina o poder infeccioso dessa substância. É a vacina para pessoas com HIV mais indicada, com o inconveniente de que, às vezes, é preciso aplicar mais de uma dose.

Se o número de células CD4 for muito baixo, é melhor evitar vacinas com versões atenuadas do vírus já que elas podem representar um perigo à saúde dessas pessoas.

Quais vacinas podem ser aplicadas em pessoas com HIV?

As recomendações da Sociedade Brasileira de Imunização para vacinação de pessoas com HIV sãos as seguintes:

  • BCG - para todas as crianças logo após o nascimento, independente da exposição ao HIV;
  • Tríplice viral - SCR (sarampo, caxumba e rubéola) e varicela -  não é recomendada para pessoas com HIV com evidência de imunossupressão grave;
  • Febre amarela - a recomendação depende da avaliação imunológica do paciente e do risco epidemiológico de adquirir a infecção;
  • Difteria, tétano e coqueluche - podem ser administradas às pessoas infectadas pelo HIV, independente do estado imunológico;
  • Haemophilus influenzae tipo b - crianças infectadas pelo HIV devem receber o mesmo que é oferecido para crianças com funções imunológicas normais;
  • Influenza e anti-pneumocócica - indicada para todos os pacientes com HIV;
  • Hepatite B - indicada para todos os pacientes com HIV. Mas, antes da vacinação, é aconselhável realizar testes sorológicos para hepatite B;
  • Hepatite A - indicada para todos os pacientes com HIV em risco de infecção;
  • HPV - indicada para homens e mulheres, independentemente da contagem de células CD4. Mesmo que previamente infectadas pelo HPV, pessoas com HIV se beneficiam da vacinação.

A eficácia da vacina para pessoas com HIV

Outra dúvida comum sobre a vacinação soropositiva é em relação ao melhor momento de se aplicar a vacina para pessoas com HIV. A resposta imune será muito mais eficaz se a vacina for aplicada logo depois da infecção pelo vírus HIV. Com o avanço da infecção, o risco de doenças imunopreveníveis aumenta.

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Referências

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2016/10/guia-HIV-SBIm-SBI-2016-2017-160915a-bx.pdf - acessado em 24/10/2017;
http://saberviver.org.br/publicacoes/vacina-contra-febre-amarela-em-pessoas-com-hivaids/ - acessado em 24/10/2017;
http://www.giv.org.br/projetos/vacinas/noticia06.htm - acessado em 24/10/2017;
https://www.cdc.gov/vaccines/adults/rec-vac/health-conditions/hiv.html - acessado em 24/10/2017;
http://hivinsite.ucsf.edu/InSite?page=kb-03-01-08 - acessado em 24/10/2017;
http://www.immunize.org/catg.d/p4041.pdf - acessado em 24/10/2017.