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Sexo seguro – por que batem tanto nessa tecla?

Dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP), apresentados durante um lançamento de campanha de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST), revelam que 95% dos brasileiros sabem que a camisinha é a melhor forma de prevenção contra DST. No entanto, 45% da população sexualmente ativa não usou o preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses.

As DST atingem homens e mulheres no mundo todo e são transmitidas principalmente através do ato sexual, sem o uso de camisinha, com uma pessoa infectada.  Elas se manifestam na região genital e principalmente por meio de verrugas, bolhas, feridas, e/ou corrimentos. Algumas não apresentam sintomas e, quando não diagnosticadas e não tratadas a tempo, podem evoluir para quadros mais graves como câncer, infertilidade e até levar à morte.

Segundo um levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um terço dos jovens entre 14 e 25 anos nunca usa camisinha nas relações sexuais; 32% das mulheres até 20 anos já engravidaram pelo menos uma vez e 12% delas já passaram por um aborto, seja de forma espontânea ou provocada.

 

Ter HIV é a mesma coisa que ter AIDS?

O HIV é o vírus da imunodeficiência humana e é o causador da AIDS, doença que acomete o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de enfermidades. Há muitas pessoas soropositivas com o vírus, sem saber, e que não apresentam sintomas da doença. Por isso, ter o HIV não é a mesma coisa que ter AIDS.

Esse vírus pode ser passado através de relações sexuais sem camisinha, mas também de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação e pelo compartilhamento de seringas contaminadas.

Por acometer o sistema imunológico, os sintomas podem ser inicialmente parecidos com os de outras infecções virais como a gripe, com febre e mal estar. À medida que a doença vai se desenvolvendo, podem surgir suores noturnos, febre, diarreia e emagrecimento. A AIDS não tem cura, mas tem tratamento.

 

Além da AIDS, conheça outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) e os sintomas:

Sífilis: infecção causada por uma bactéria,  manifesta-se em forma de pequenas feridas nos órgãos sexuais (úlceras) e caroços (ínguas) nas virilhas. Tanto as feridas quanto as ínguas não doem, nem coçam e podem sumir com o tempo. No entanto, isso não significa que a pessoa não esteja doente, a bactéria pode continuar no organismo e afetar outros órgãos. Sem tratamento, a sífilis pode progredir, gerando  manchas em várias partes do corpo, inclusive nas mãos e nos pés, além de queda de cabelo e até podendo evoluir para acometimento do sistema nervoso central.

Condiloma acuminado (HPV): conhecido também como crista de galo, verruga genital, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo vírus Papilomavírus humano (HPV) e atinge os órgãos genitais. Nos homens é mais comum aparecer verrugas na cabeça do pênis e na região do ânus. Já na mulher é mais frequente acometer a vagina, vulga, região do ânus e colo do útero.  Existem mais de 100 tipos de HPV e alguns deles não apresentam sintomas, mas outros podem se desenvolver em câncer de colo do útero ou de pênis.

Herpes genital: é causada por um vírus e apresenta-se com  pequenas bolhas que estouram e se transformam em feridas (úlceras dolorosas). Elas desaparecem de forma espontânea, mas podem reaparecer. Antes das bolhas, a pessoa pode sentir ardor, coceira ou formigamento no local, além de febre e mal-estar. O contágio da doença só acontece na fase que a doença apresenta-se com bolhas, em especial quando elas se rompem.

Cancro mole: também conhecida como bubão ou cancro venéreo, essa doença é provocada por uma bactéria e os primeiros sintomas são dor de cabeça, febre e fraqueza. Depois, aparecem feridas nos órgãos genitais e na virilha.

Tricomoníase: é uma infecção que na mulher atinge a vagina, o colo do útero e a uretra, já nos homens atinge o pênis. Os sintomas são: ardência e dor durante a relação sexual, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Todavia, a maioria das pessoas infectadas não tem sintomas.

Clamídia e Gonorreia: são DST que manifestam sintomas parecidos, por isso muitas vezes é difícil de distingui-las. São infecções causadas por bactérias e atingem os órgãos sexuais. É possível estar com algumas dessas doenças e não ter nenhum sintoma. No entanto, nas mulheres pode acontecer aumento de corrimento, dor ao urinar, sangramento fora da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Nos homens, podem ocorrer: dor nos testículos, sensação de ardor e esquentamento ao urinar, causando corrimento ou pus.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP): é uma doença que atinge as mulheres e é provocada por vários patógenos e que provocam inflamações nos órgãos internos como útero, ovários e trompas. A DIP acontece principalmente em mulheres que já tenham outras DST como clamídia e gonorreia não tratadas. Os sintomas são: febre, fadiga, dor na parte baixa do abdômen, secreção vaginal (do colo do útero) e dor durante a relação sexual.

Muitas das DSTs têm cura se forem diagnosticadas precocemente e com o tratamento adequado indicado por um médico infectologista. É importante ressaltar que para evitar doenças sexualmente transmissíveis, o método mais indicado e eficaz é a camisinha.


Referências

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
http://www.aids.gov.br/pagina/o-que-sao-dst

Ministério da Saúde
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/35069-ministerio-da-saude-lanca-campanha-de-prevencao-as-dst-e-aids-para-carnaval-2015

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde
http://cebes.org.br/2014/03/um-terco-dos-jovens-nunca-usa-camisinha-aponta-pesquisa-da-unifesp/

Portal Gineco
http://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/dsts/