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Sistema Nervoso Central

Mais de 90% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais

Neste Setembro Amarelo, campanha digital alerta sobre a depressão e a possibilidade de prevenir essas mortes

Se por um lado as discussões relacionadas ao suicídio vêm ganhando mais espaço na sociedade e no âmbito da ficção, ainda é preciso avançar no entendimento dos aspectos médicos diretamente relacionados a esse problema. Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E os transtornos de humor, entre os quais se destaca a depressão, representam o diagnóstico mais frequente nesses casos, presente em 36% das vítimas.

Psiquiatra esclarece os 10 principais mitos e verdades sobre antidepressivos

Enquanto a OMS lança uma campanha para incentivar o debate sobre a depressão, preconceitos e desinformação desencorajam a busca por tratamento no Brasil

O Brasil é o país com o maior porcentual de indivíduos diagnosticados com depressão na América Latina, segundo os dados mais recentes sobre o tema divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Estima-se que a doença afete 5,8% da população do País, o que corresponde a 11 milhões de pessoas, quase o total de habitantes de uma cidade como São Paulo, por exemplo.

Tratar quadros de ansiedade generalizada pode prevenir episódios de depressão

Transtornos de ansiedade antecedem, sucedem ou coexistem com a depressão em até 70% dos pacientes, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 1990 e 2013, o número de pessoas depressivas e ansiosas aumentou quase 50%, chegando a um número atual de cerca de 615 milhões de pessoas afetadas pelas duas doenças. Por isso, é importante avançar na compreensão da relação entre as enfermidades e adotar estratégias de tratamento que contemplem ambas as condições.

“Muitas vezes, tratar os transtornos de ansiedade é uma forma de prevenir a própria depressão", diz o psiquiatra

Depressão e vida a dois: como evitar que os sintomas desgastem a relação?

Parceiro pode auxiliar no tratamento, compreendendo que irritabilidade, falta de libido e apatia para lazer e tarefas domésticas também são sinais da doença

Picos de agressividade, bruscas alterações de humor, desinteresse sexual, desânimo para atividades de lazer, apatia diante de tarefas domésticas, desleixo e baixa autoestima. Todas essas situações, comuns no dia a dia dos pacientes com depressão, podem interferir diretamente na vida conjugal, desgastando a relação. Mas o apoio do parceiro é, justamente, um dos pilares fundamentais para a adesão do paciente ao tratamento.

Só no ano

Obesidade e depressão, uma relação biológica

Ciência investiga como os mesmos desajustes imunológicos estão associados ao surgimento das duas doenças


Processos inflamatórios não se resumem a manifestações visíveis, como inchaço e vermelhidão. Trata-se de um processo que pode se instaurar também de forma silenciosa e crônica, relacionando-se diretamente a doenças de grande impacto para o País, como a depressão e a obesidade.  Os estudos mais recentes sobre o tema mostram que pacientes acometidos por esses transtornos apresentam um aumento de marcadores inflamatórios no sangue, mesmo quando não apresentam outras doenças associadas.