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Oncologia

Câncer de colon e reto

O colon e o reto fazem parte do sistema digestivo por onde passam os alimentos, até chegarem ao ânus. O colon, também chamado de intestino grosso, mede cerca de 120 centímetros de comprimento. Seus últimos 20 centímetros constituem o reto. 

O alimento é digerido no estômago e no duodeno e seus nutrientes são extraídos à medida em que vão passando pelo intestino delgado. Findo este trajeto, o resto (bolo fecal) inicia sua passagem pelo colon (intestino grosso), onde a parte líquida é absorvida e atravessa o reto em direção ao ânus, para então, ser expelido, em forma de fezes.

Câncer de colon e reto

O câncer de colon e reto, também chamado de colorretal, incide igualmente em homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma desenvolver-se lentamente e de modo bem previsível. Na maioria dos casos, quando detectado em seu estágio inicial, o câncer colorretal é curável, embora, nesta fase, dificilmente apresente sintomas. 

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o colon é constituído por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando ocorre alguma disfunção celular que altera este processo, é produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. 

O tumor maligno, ou câncer, cresce, não apenas comprimindo mas, também, invadindo e destruindo tecidos sadios à sua volta. 

Além disto, as células tumorais podem desprender-se do tumor de origem e espalhar-se através da corrente sangüínea e/ou vasos linfáticos, migrando para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. Apesar de outros órgãos terem sido afetados, estes novos tumores, chamados de metástases do câncer colorretal, têm as mesmas características. Isto significa que fazem parte da mesma doença e o seu tratamento leva em conta o tipo de câncer que as originou. Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de colon e de reto, porém, vários estudos apontam para alguns fatores de risco que predispõem a sua ocorrência: 

Alimentação inadequada 

Há fortes evidências de que a ocorrência de câncer de colon e de reto está associada a dietas altamente gordurosas, hipercalóricas e pobres em fibras. 

Uma dieta balanceada, que fornece os nutrientes necessários para que o organismo se mantenha em equilíbrio, é considerada como forte aliada na prevenção do câncer colorretal. 

Constipação intestinal 

A constante prisão de ventre está entre um dos fatores de risco de câncer colorretal. Estudos sugerem que o contato das fezes com as paredes do colon e do reto por períodos prolongados de tempo aumenta as chances de desenvolver a doença. Não há dúvidas de que os hábitos alimentares têm relação direta com o funcionamento do intestino. 

Pólipos


O aparecimento de pólipos benignos nas paredes colorretais é relativamente comum, principalmente a partir dos 50 anos de idade. Como um grande número de cânceres de colon e de reto desenvolve-se a partir destes pólipos, o ideal seria removê-los preventivamente. Porém, estes pólipos geralmente não apresentam sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. 

Histórico familiar 

Embora não haja, ainda, provas suficientes para que se possa afirmar que o câncer colorretal seja hereditário, já é possível verificar que, em famílias em que um dos membros tem câncer de colon e de reto, seus parentes em 1º grau têm mais chances de desenvolver a doença. A probabilidade é ainda maior quando ela ocorre em mais de um membro da mesma família. Nestes casos, a colonoscopia é altamente recomendada. Trata-se de um exame em que o médico percorre as paredes internas do colon e do reto através de um instrumento flexível, chamado colonoscópio, que permite a visualização e subseqüente remoção de pólipos. 

Colite ulcerativa 

Colite ulcerativa é decorrência da inflamação, por razões desconhecidas, nas paredes colorretais. Verifica-se que pessoas que sofrem de colite ulcerativa correm alto risco de desenvolver câncer de colon e de reto.

 

Sinais e sintomas mais freqüentes

 

No seu estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sintomas (o que dificulta sua detecção precoce). Por esta razão, é muito importante ficar atento a alguns sinais, tais como: 

• Mudança injustificada de hábito intestinal; 
• Diarréia ou prisão de ventre recorrentes; 
• Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
• Evacuações dolorosas; 
• Afinamento das fezes; 
• Constante flatulência (gases); 
• Desconforto gástrico (sensação de plenitude estomacal, contrações dolorosas); 
• Sensação de constipação intestinal; 
• Perda injustificada de peso; 
• Cansaço constante. 

Importante: A presença de um ou mais destes sintomas não significa, necessariamente, que se está com câncer; podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colon. É recomendado sempre buscar a orientação médica.

 

Detecção precoce/Diagnóstico/ Estádio

 

Como é feito o diagnóstico 

Para determinar a razão dos sintomas, o médico escutará suas queixas, seu histórico e fará o exame clínico. 

O toque retal é o primeiro passo para o diagnóstico. Usando uma luva lubrificada e introduzindo o dedo através do ânus, o médico é capaz de sentir a presença de uma protuberância endurecida. 

O médico poderá solicitar alguns exames, tais como: 

Teste de sangue oculto: Para verificar se há presença de sangue nas fezes, que não se pode ver a olho nu, será colhida uma amostra de suas fezes para uma investigação microscópica. Para se fazer este exame, você não poderá comer carne durante os dois dias que precedem a evacuação das fezes que serão examinadas. 

Colonoscopia: Para examinar o colon em toda a sua extensão, utiliza-se um instrumento chamado colonoscópio, que permite visualizar as paredes do colon e, se necessário, a retirada de uma pequena amostra de tecido para biópsia. 

A colonoscopia terá de ser feita com o intestino completamente vazio, o que implica em jejum total e limpeza intestinal completa, feita com laxantes, durante o dia que antecede o exame. Este procedimento não é nada agradável ou dignificante, porém, deve-se ter em mente que a relevância do resultado supera o desconforto. 

Radiografia: Em determinados casos, para se obter um diagnóstico mais preciso, é necessário fazer alguns exames radiológicos do intestino. Para que as paredes do intestino fiquem visíveis na radiografia, é preciso envolvê-las com bário, que é um liquido de contraste. Ou seja, quando a radiografia é revelada, todo o caminho percorrido pelo bário pode ser visto nitidamente, possibilitando a detecção de qualquer anormalidade. Assim como na colonoscopia, este exame requer a limpeza total do intestino e ainda a introdução de bário, por via oral e/ou anal. 

CEA: Por meio deste exame de sangue, é possível fazer a contagem de antígeno carcinogênico embrionário (CEA), cuja presença no sangue costuma ser maior em pacientes com câncer colorretal. Entretanto, este exame, isoladamente, não serve como parâmetro para diagnóstico ou para tratamento, pois seu resultado pode ser influenciado por diversas variáveis. Em fumantes, por exemplo, o nível de CEA é, geralmente, mais elevado do que em não fumantes, independentemente de serem portadores de câncer.

 

Tratamentos

 

Feito o diagnóstico de câncer colorretal, o médico poderá solicitar outros exames para fazer o estadiamento (constatar a extensão) da doença e estabelecer um plano de tratamento, levando em conta sua idade, histórico e estado geral. 

Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Seu médico poderá indicar um único método ou a combinação deles. Sua decisão é baseada na necessidade individual de cada paciente.

Cirurgia: 
O tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Este procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia são retirados, também, os gânglios linfáticos circunvizinhos, para se verificar se estes apresentam células. 

A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo colon e o reto até que estes sejam restaurados. Quando a região encontra-se restabelecida, uma segunda cirurgia é feita para fechar o estoma e normalizar as funções intestinais. 

A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial no estoma, a fim de coletar as fezes. 

Radioterapia: 
A radioterapia costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. 

É muito indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente, por localizar-se muito próximo do ânus. Isoladamente, a radioterapia não tem um grande poder de ação contra o câncer colorretal, mas, combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para reduzir as chances de recorrência da doença.

 

Quimioterapia: 
A quimioterapia não tem sido muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados, como tratamento adjuvante. Em outras palavras, algumas drogas quimioterápicas, aplicadas após a cirurgia, têm sido efetivas. 

Imunoterapia: 
O sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento adjuvante à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Bolsas de colostomia e cuidados com o estoma: 
Há uma grande variedade de bolsas de colostomia, disponíveis no mercado. 
O dispositivo a ser adotado deverá apresentar as características que melhor se adaptem ao paciente, tais como: o tamanho da bolsa deverá ser adequado para conter o volume de fezes eliminadas, possuir um adesivo antialérgico, que não irrite a pele ao redor do estoma e ser de fácil manejo. 
Os cuidados com o estoma e a pele ao seu redor são fundamentais para prevenir complicações que poderão alterar o seu funcionamento normal. 

A higiene deve ser feita, no mínimo, uma vez por dia, com gaze, algodão ou toalha macia, umedecidos com água morna e sabonete neutro. Após a limpeza, o local deve ficar bem seco. Soluções que contenham éter, álcool ou benzina, para remover resíduos de cola da placa que adere ao estoma, devem ser evitadas, pois podem causar irritação local ou outros danos. 

Deve-se observar a cicatrização ao redor do estoma e possíveis alterações tais como edema (inchaço), odor e coloração da pele, que deve estar sempre bem avermelhada, com presença de muco e sem odor desagradável. 

Importante: Qualquer alteração quanto à coloração, edema, presença de pus, sangramentos ou irritação no local ou ao redor do estoma devem ser imediatamente comunicados ao médico ou à enfermeira especialista.

 

Referência:

Associação Brasileira do Câncer (www.abcancer.org.br) 
 

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