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Transtorno do pânico: não viva com esse problema

O que é transtorno do pânico?

Acredita-se que cerca de 10% a 15% das pessoas irão apresentar um ataque de pânico ou um episódio semelhante em determinado momento da vida. Mas a maioria delas não desenvolverá o transtorno do pânico. Um número menor de casos evolui para um quadro clínico mais característico, o que permite esse diagnóstico. Nos Estados Unidos, cerca de 3 a 7 milhões de pessoas apresentam o problema. Embora não se tenha dados estatísticos precisos, acredita-se que o transtorno do pânico atinja milhões também no Brasil. 

Em algum momento da vida, a maioria das pessoas já apresentou um conjunto de sensações e o denominou “pânico”.

Essas sensações são, em geral, reações naturais a situações assustadoras ou que ameaçam a integridade do indivíduo.

O transtorno do pânico é algo diferente.

Essa condição médica é caracterizada pela ocorrência freqüente de “ataques de pânico”.

Esses ataques manifestam-se como episódios súbitos e imprevisíveis de intenso medo.

Os sintomas de um ataque de pânico podem ser: palpitações, dores torácicas, falta de ar, tontura, tremor e sudorese. Algumas pessoas com ataque de pânico chegam a procurar o pronto-socorro extremamente angustiadas, achando que irão morrer por causa desses sintomas.

Outras podem ainda permanecer paralisadas pelas sensações apresentadas.


O que causa o transtorno do pânico?

A causa desse transtorno não é bem conhecida. Acredita-se que algumas estruturas do cérebro e ou circuitos neurológicos relacionados a elas estejam envolvidas na origem do transtorno do pânico. O desequilíbrio de certas substâncias (como a serotonina) nesses circuitos pode ser a razão da origem do transtorno do pânico.

Qual o tratamento adequado?

Existem vários tratamentos para o controle desse transtorno. Eles envolvem tanto terapias (um exemplo é a terapia cognitivo-comportamental) como o uso de medicamentos. Esses medicamentos, que muitas vezes foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento de depressão ou ansiedade, em geral são usados por várias semanas para que sejam eficazes. Em alguns casos, no início do tratamento, o paciente pode apresentar uma piora transitória da ansiedade. Embora isso possa parecer desapontador, não se deve parar com o medicamento. A orientação médica, especialmente no início do tratamento, poderá auxiliar na obtenção do controle adequado desse transtorno.

Ficando de bem com a vida:

Quanto mais cedo se inicia o tratamento, mais rápida é a recuperação. Os sintomas do transtorno do pânico não devem controlar o seu dia-a-dia. Receber o tratamento adequado é um grande passo em direção a uma vida com mais qualidade.

Referências

 

Kaplan & Sadock's Pocket Handbook of Clinical Psychiatry. Sadock and Kaplan, eds. 2001. Editora Lippincott Williams & Wilkins.

 

Essential Psychopharmacology (essential psychopharmacology series). Stephen M. Stahl et al. 2004. Cambdrge University Press.

 

Ebmeier KP et al. Recent developments and current controversies in depression. Lancet. 14;367(9505):153-67. 2006

 

Rupke SJ et al. Cognitive therapy for depression. Am Fam Physician. 1;73(1):83-6. 2006

 

Brookman RR. Disorders of mood and anxiety in adolescents. Adolesc Med Clin. 17(1):79-95. 2006

 

Lader M. Management of panic disorder. Expert Rev Neurother. 5(2):259-66. 2005

 

Merlo LJ et al. Obsessive-compulsive disorder: tools for recognizing its many expressions. J Fam Pract. 55(3):217-22. 2006

 

Sintomas baseados na 4a edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – APA, 1994

 


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