Pergunta e Respostas - Sobre câncer

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) para o biênio 2018-2019, estima-se que cerca de 600 mil novos casos de câncer surgem por ano no Brasil.1
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1/3 dos cânceres podem ser curados se a doença for detectada precocemente e tratada adequadamente. Para isto, podem ser adotadas duas estratégias: o diagnóstico precoce e o rastreamento. Enquanto o diagnóstico precoce envolve a conscientização da população e de profissionais de saúde em relação aos sinais e sintomas que levantam a suspeita do câncer, o rastreamento consiste na realização de exames de triagem na população assintomática, com o objetivo de detectar tumores ou lesões precursoras do câncer nos estágios mais iniciais.1

Por isso, se você tem alguma suspeita ou precisa realizar seus exames de rotina, converse com o seu médico sobre o que é melhor pra você nesse momento.1

O que é câncer?2

O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer.

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.

Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente de trabalho (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores alteram a estrutura genética (DNA) das células.

As causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação dos tumores (oncogênese), são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos.

Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida.

Prevenção - dicas para prevenir o câncer3

Não fume!
Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer.

Alimentação saudável protege contra o câncer.
Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais.

Mantenha o peso corporal adequado.
Manter um peso saudável ao longo da vida é uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer. Uma alimentação saudável favorece a manutenção do peso saudável e a recomendação é evitar alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para aquecer ou consumir, e fazer dos alimentos in natura e minimamente processados como as frutas, legumes, verduras, feijões e outros grãos, sementes, castanhas a base da alimentação.

A atividade física também contribui para se proteger contra o câncer, além de contribuir para a manutenção do peso corporal saudável. Para a prática de atividade física, não há necessidade de serem aquelas modalidades que demandem a contratação de serviços como academias; atividades como caminhar tanto no tempo livre, quanto no deslocamento para outros compromissos, pedalar, dançar, etc são boas opções.

A criação de ambientes que incentivem a alimentação saudável e ser fisicamente ativo ao longo da vida é fundamental para o controle do câncer.

Pratique atividades físicas.
Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades.

Amamente.
O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável.

A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer.

Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos.
As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado.

Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos.
A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.

Vacine contra a hepatite B.
O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.

Evite comer carne processada.
Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer.

Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.

Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios.
Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho.
Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros mais saudáveis, quando já houver esta alternativa.

Fatores de risco4

O termo "risco" é usado para definir a chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, desenvolver uma doença. Os fatores associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença são chamados fatores de risco.

O mesmo fator pode ser de risco para várias doenças – o tabagismo e a obesidade, por exemplo, são fatores de risco para diversos cânceres, além de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Vários fatores de risco podem estar envolvidos na origem de uma mesma doença. Estudos mostram, por exemplo, a associação entre álcool, tabaco, e o câncer da cavidade oral.

Nas doenças crônicas, como o câncer, as primeiras manifestações podem surgir após muitos anos de uma exposição única (radiações ionizantes, por exemplo) ou contínua (no caso da radiação solar ou tabagismo) aos fatores de risco. A exposição solar prolongada sem proteção adequada durante a infância pode ser uma das causas do câncer de pele no adulto.

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, herdados ou resultado de hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Detecção Precoce do Câncer5

Exames de rastreamento são feitos para diagnosticar o câncer antes que a pessoa apresente sintomas. Abaixo você encontra algumas recomendações para te orientar durante uma conversa com seu médico sobre rastreamento para determinados tipos de câncer:

Câncer de mama

  • Mamografias anuais, começando aos 40 anos de idade.
  • Mulheres com idade entre de 45 e 54 anos devem fazer mamografias anualmente.
  • Mulheres com 55 anos ou mais devem fazer mamografias a cada 2 anos ou podem continuar o rastreamento anual, dependendo da orientação do médico.
  • O rastreamento deve continuar enquanto a mulher estiver em bom estado geral de saúde.
  • Todas as mulheres devem estar familiarizadas com os benefícios, limitações e possíveis danos conhecidos relacionados ao rastreamento do câncer de mama.
     

No Brasil, a Lei n° 11.664 prevê a realização da mamografia por todas as mulheres a partir dos 40 anos (Lei nº 11.664, de 29/04/2008).

Já o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento do câncer de mama – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas da doença – seja feita por mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, o MS indica que os riscos podem ser maiores e existe maior incerteza sobre os benefícios do exame (Instituto Nacional de Câncer, 23/07/2019).

As mulheres devem também conhecer o aspecto normal de suas mamas para que possam  contatar, imediatamente, um médico se notarem quaisquer alterações.

Algumas mulheres, em função do histórico familiar, de fatores genéticos ou de outros fatores, devem realizar o rastreamento com ressonância magnética e mamografia a partir da recomendação médica. Converse com seu médico sobre seus antecedentes e sobre os exames que deve realizar ou, ainda, se esses exames devem ser realizados antes da idade recomendada.

Câncer colorretal e pólipos

Para pessoas com risco médio de câncer colorretal é recomendado iniciar o rastreamento regular aos 50 anos de idade. Isso pode ser feito através de uma colonoscopia ou com pesquisa de sangue oculto nas fezes. Converse com seu médico sobre quais testes são indicados para você.

Homens e mulheres, a partir dos 50 anos, devem realizar um dos seguintes exames:

Se você tem bom estado geral de saúde, mantenha o rastreamento regular até os 75 anos de idade.

As pessoas entre 76 e 85 anos de idade devem conversar com seus médicos sobre a continuidade do rastreamento, levando em conta suas próprias preferências individuais, estado geral de saúde e histórico de exames anteriores.

As pessoas com mais de 85 anos de idade não devem mais fazer o rastreamento do câncer colorretal.

Ao optar pelo rastreamento com exame de sangue oculto nas fezes, qualquer resultado anormal precisará ser acompanhado por uma colonoscopia.

Os exames de rastreamento devem ser realizados em pessoas com sinais e sintomas sugestivos de câncer visando seu diagnóstico precoce ou, como rastreamento, em pessoas sem sinais e sintomas, mas pertencentes a grupos de médio risco (pessoas com 50 anos ou mais) e alto risco (pessoas com história pessoal ou familiar deste tipo de câncer, de doenças inflamatórias do intestino ou de síndromes genéticas, como a de Lynch). A OMS preconiza o rastreamento sistemático com pesquisa de sangue oculto nas fezes, para pessoas acima de 50 anos nos países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e o tratamento (Instituto Nacional de Câncer, 15/04/2019).

Câncer de colo do útero

  • Exames de detecção do câncer de colo do útero devem começar após a primeira relação sexual ou após os 21 anos de idade, caso não tenha havido relação sexual antes disso. Mulheres mais jovens e virgens não devem fazer os exames.
  • Mulheres entre 21 e 29 anos devem fazer o Papanicolaou a cada 3 anos, caso não apresente nenhuma alteração. O exame para HPV não deve ser feito neste grupo etário a menos que seja necessário após um resultado de Papanicolaou anormal.
  • Mulheres entre 30 e 65 anos devem fazer o Papanicolaou mais um exame para HPV a cada 5 anos, quando não houver alterações nos exames. Essa é a abordagem preferencial, mas não há problema em realizar o Papanicolaou a cada 3 anos.
  • Mulheres com mais de 65 anos de idade que fizeram regularmente exames de detecção do câncer de colo do útero com resultados normais nos últimos 10 anos não precisam realizar mais exames. Uma vez que os exames são interrompidos, não devem ser reiniciados. Mulheres com histórico de pré-câncer de colo do útero devem continuar fazendo exames pelo menos 20 anos após o diagnóstico, mesmo se tiverem mais de 65 anos de idade.
  • Uma mulher histerectomizada (útero removido) por razões não relacionadas ao câncer cervical e quem não tem histórico de câncer de colo do útero ou lesão pré-cancerígena não precisa realizar mais exames.
  • Uma mulher que tenha sido vacinada contra o HPV ainda deve seguir as recomendações de rastreamento para sua faixa etária.
     

Algumas mulheres, devido a seu histórico clínico (infecção pelo HIV, transplante de órgão, DST, etc.), podem precisar realizar exames de rastreamento para câncer de colo do útero de forma diferente. Sempre converse com seu médico para saber qual a recomendação para o seu caso.

No Brasil, a Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008, dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS (Lei nº 11.664, de 29/04/2008).

As orientações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) são para que toda mulher que tem ou já teve relação sexual e que está entre os 25 e os 64 anos de idade realize o exame de rastreamento. Devido à longa evolução da doença, o exame pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos (Instituto Nacional de Câncer, 04/02/2020).

Câncer de endométrio

Recomenda-se que ao início da menopausa, todas as mulheres sejam orientadas sobre os riscos e sintomas do câncer de endométrio. A mulher deve relatar qualquer sangramento inesperado ou anormal ao seu médico. Algumas mulheres, devido a seu histórico clínico, podem precisar de uma biópsia de endométrio anualmente. Fale com seu médico para saber se este é o seu caso.

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de endométrio traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como sangramento vaginal em mulheres após a menopausa; dor pélvica; e, cansaço, perda de peso e apetite. Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico (Instituto Nacional de Câncer, 04/02/2020).

Câncer de pulmão

Não se recomenda exames de rastreamento de câncer de pulmão em pessoas que têm baixo e médio risco para a doença. No entanto, existem diretrizes de rastreamento para aquelas com alto risco de câncer de pulmão devido ao tabagismo. Exames de rastreamento podem ser feitos se você tem:

  • 55 a 74 anos de idade.
  • É fumante ou foi fumante e parou nos últimos 15 anos.
  • Ter fumado 30 anos/maço (1 maço por dia por 30 anos ou 2 maços por dia durante 15 anos).
     

Se você se enquadra nos critérios acima, converse com seu médico antes de iniciar os exames de rastreamento sobre:

  • Seu risco para câncer de pulmão.
  • Se você ainda fuma, como parar de fumar.
  • Os possíveis benefícios, limites e danos do rastreamento para o câncer de pulmão.
  • Onde podem ser realizados os exames de rastreamento.
     

Segundo o INCA, não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pulmão na população geral traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Estudos recentes mostraram a possibilidade de que a realização de uma tomografia de baixa dose de radiação em fumantes com alto risco (um maço por dia por 30 anos), com mais de 55 anos de idade, possa reduzir a mortalidade por esse câncer. Entretanto, há riscos ligados à investigação que se segue nos casos positivos. Por isso, a decisão de fazer ou não esse exame deve ser discutida entre o paciente e o médico, caso a caso.

Já o diagnóstico precoce do câncer de pulmão é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria dos pacientes só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:

  • Tosse e rouquidão persistentes;
  • Sangramento pelas vias respiratórias;
  • Dor no peito;
  • Dificuldade de respirar;
  • Fraqueza e perda de peso sem causa aparente.

Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias (Instituto Nacional de Câncer, 04/02/2020).

Câncer de próstata

Recomenda-se que os homens tomem a decisão de realizar exames de rastreamento do câncer de próstata junto com seu médico. As pesquisas não provaram ainda que os benefícios potenciais compensam os possíveis riscos do exame e do tratamento. Os homens não devem fazer exames de rastreamento sem antes estarem bem-informados sobre os possíveis riscos e benefícios dos exames e tratamentos.

A partir dos 50 anos, os homens devem conversar com um médico sobre os prós e contras dos exames e assim decidir se fazê-lo é a escolha certa.
Se você é de raça negra ou tem pai ou irmão que teve câncer de próstata antes dos 65 anos de idade, converse com seu médico sobre a necessidade de realização do rastreamento a partir dos 45 anos de idade.

Se você decidir fazer os exames, deve realizar o PSA com (ou sem, dependendo do caso) exame de toque retal. A frequência dos exames dependerá de seu nível PSA.

Assuma o controle de sua saúde e diminua seu risco de desenvolver um câncer:

  • Não fume.
  • Mantenha seu peso saudável.
  • Pratique atividade física regularmente.
  • Alimente-se de forma saudável, com mais frutas e legumes.
  • Limite seu consumo de bebidas alcoólicas.
  • Proteja sua pele.
  • Conheça seu histórico familiar e seus riscos.
  • Realize check-ups regularmente.

De acordo com o INCA, não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos. Portanto, o INCA não recomenda a realização de exames de rotina com essa finalidade. Caso os homens busquem ativamente o rastreamento desse tipo de tumor, o Instituto recomenda, ainda, que eles sejam esclarecidos sobre os riscos envolvidos e sobre a possível ausência de benefícios.

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados no tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:

  • Dificuldade de urinar.
  • Diminuição do jato de urina.
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.
  • Sangue na urina.

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico (Instituto Nacional de Câncer, 04/02/2020).

Fontes:

  1. https://www.interfarma.org.br/public/files/biblioteca/cancer-no-brasil-n-a-jornada-do-paciente-no-sistema-de-saude-e-seus-impactos-sociais-e-financeiros-interfarma.pdf. Acesso em 17/06/2020.
  2. https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/o-que-causa-cancer. Acesso em 17/06/2020.
  3. https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/como-prevenir-o-cancer. Acesso em 17/06/2020.
  4. https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco. Acesso em 17/06/2020.
  5. http://www.oncoguia.org.br/conteudo/deteccao-precoce/101/6/. Acesso em 17/06/2020.
     

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