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Depressão em mulheres

Cerca de 5% das mulheres do mundo sofrem com depressão, um distúrbio mental comum e altamente incapacitante. Saiba quais são as principais causas da depressão em mulheres, como você pode prevenir e quais são os tratamentos.

Fatores de risco da depressão feminina

As causas exatas para a depressão em mulheres ainda não são conhecidas. Porém, alguns fatores de risco estão associados com o desenvolvimento do distúrbio. Entre eles, podem ser destacados:

  • Hereditariedade genética;
  • Alterações hormonais;
  • Estresse;
  • Efeitos adversos de medicamentos;
  • Presença de algumas doenças, como a distúrbios da tireoide;
  • Pós-parto.

Sinais e sintomas da depressão em mulheres

Eles podem variar muito, ter algum sinal ou sintoma não significa que, necessariamente, exista depressão. Mas se eles persistirem por semanas ou até mesmo meses, então é preciso ir a um médico para ele fazer o diagnóstico e, se for o caso, definir o melhor tratamento para você. Entre os sinais e sintomas da depressão em mulheres, os mais frequentes são:

  • Tristeza persistente,
  • Pensamentos negativos sobre si mesma;
  • Sensação de desamparo;
  • Baixa autoestima;
  • Variações de humor;
  • Perda de interesse em atividades;
  • Alterações no apetite;
  • Problemas para dormir;
  • Dificuldades para se concentrar e memorizar coisas.

Atenção:

  • Em mulheres mais jovens, esses sinais e sintomas podem causar problemas no desempenho escolar e também distúrbios alimentares.
  • Em mulheres mais velhas, podem existir mais sintomas físicos, como dores de cabeça, dores pelo corpo e problemas digestivos.

Hormônios e a depressão feminina

O estrogênio e a progesterona são alguns hormônios femininos que têm grande influência no humor da mulher. Os níveis hormonais sofrem modificações durante processos que ocorrem, como os ciclos menstruais, o período pós-parto e a menopausa. Além disso, grande parte dos métodos contraceptivos são à base destes hormônios, também podendo afetar o desenvolvimento da depressão.

Algumas mulheres sofrem alterações hormonais no período pré-menstrual, popularmente conhecido como TPM. Porém, nestes casos, os sintomas que podem ser confundidos com a depressão são mais leves. Os distúrbios da tireoide, como o hiper e o hipotireoidismo, também afetam a produção de hormônios no corpo da mulher, que em alguns casos resulta na depressão.

Como o pós-parto pode afetar a depressão feminina?

Apesar de a maternidade ser vista normalmente como motivo de felicidade, a depressão pós-parto afeta entre 10 a 15% das mães até seis meses após o nascimento do bebê. A causa exata não é conhecida, mas a queda na produção de estrogênio e progesterona tem um forte impacto no desenvolvimento dos distúrbios.

Caso os sintomas da depressão pós-parto persistam, a mulher deve discutir com o médico a melhor forma de tratamento para que a amamentação não seja afetada.

Formas de tratamento da depressão em mulheres

Existem diferentes tratamentos possíveis para a depressão feminina. Eles podem ser aconselhados como formas únicas de tratar o distúrbio ou também podem ser utilizados em conjunto para serem mais eficientes. A escolha do tratamento para depressão é individual e o médico levará em conta fatores como a frequência ou a intensidade dos sintomas. As formas mais utilizadas de tratamentos são:

Tratamento medicamentoso – atualmente, existem medicamentos para o tratamento da depressão em diferentes estágios. Eles atuam nos neurotransmissores do cérebro, auxiliando o sistema nervoso central a restabelecer o equilíbrio químico normal. Apenas o psiquiatra pode receitar medicamentos para a depressão. Nunca se automedique - mesmo que por indicação de alguém que tenha passado por um problema semelhante.

Psicoterapia – o acompanhamento psicológico com um médico pode ocorrer de diferentes formas, com atendimentos individuais ou em grupos de apoio. O período de tratamento também é variável - pode levar algumas sessões ou até mesmo anos de psicoterapia para conseguir lidar com os sintomas da depressão.

 

Referências

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Kaplan & Sadock's Pocket Handbook of Clinical Psychiatry. Sadock and Kaplan, eds. 2001. Editora Lippincott Williams & Wilkins.