Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)

jovem mulher com leucemia linfoblástica aguda, usando um lenço na cabeça – Pfizer

A leucemia linfoide aguda ou LLA, é um câncer causado por um linfócito (tipo de célula responsável pela defesa do organismo) que sofre mutação na medula óssea por algum erro no DNA. Esse dano gera um linfoblasto que não amadurece e, por isso, não se transforma em uma célula sanguínea funcional. A partir deste linfócito imaturo e mutante, as células saudáveis da medula óssea acabam morrendo.

O que pode causar a leucemia linfoide aguda?

As mutações causadoras da leucemia linfoide aguda são adquiridas em vida, não herdadas, o que faz com que a hereditariedade não seja um fator comum na causa da doença. 

A LLA é o tipo de leucemia que mais acomete crianças, mas também atinge adultos, principalmente os com mais de 50 anos. Também é mais incidente em homens e em pessoas caucasianas. A causa pode ser proveniente de alguns fatores de risco, mas não se pode afirmar com certeza que pessoas que se encaixam neles vão desenvolver a leucemia:

  • Exposição a produtos químicos, como o benzeno, presente em cigarros, colas, produtos de limpeza e outros materiais;
  • Exposição a radiações, como a presença em acidentes de reatores nucleares;
  • Infecção pelo vírus HTLV-1;
  • Síndromes hereditárias, como a síndrome de Down, síndrome de Klinefelter, anemia de Fanconi, síndrome de Bloom, ataxia-telangiectasia, síndrome de Li-Fraumeni e neurofibromatose;
  • Gêmeo idêntico com leucemia linfoblástica aguda, com risco de desenvolver a doença no primeiro ano de vida, pois as células de leucemia são passadas de um feto para o outro quando ainda estão no útero.

Qual é a diferença entre leucemia linfoblástica aguda (LLA) e leucemia mieloide aguda (LMA)?

Ambas são agudas, ou seja, o número de células malignas cresce rapidamente e torna a doença grave em pouco tempo. O que diferencia a leucemia linfoide da leucemia mieloide é o tipo de célula que elas afetam.

  • LLA - afeta as células linfoides, também chamadas de linfoblásticas, responsáveis pela defesa do organismo. É muito mais comum em crianças pequenas, mas também afeta adultos.
  • LMA - afeta as células mieloides ou mieloblásticas, que dão origem aos elementos do sangue - leucócitos, plaquetas e hemácias. Esse tipo de leucemia tem sua incidência aumentada de acordo com o aumento da idade da pessoa.

Qual é o tipo de leucemia mais grave?

As taxas de sobrevivência são mais baixas para a leucemia mieloide aguda (LMA) e mais altas para pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA). Ainda assim, as chances de recuperação da doença dependem muito de fatores como a idade da pessoa e em qual estágio da leucemia foi iniciado o tratamento.

Qual a chance de cura da leucemia linfoblástica aguda?

Quando acomete crianças, a leucemia linfoblástica aguda apresenta cerca de 80% de sobrevida - índice que pode chegar a 90% caso o diagnóstico da LLA seja feito logo no início. Para os adultos que possuem a doença, essa taxa é de 20% a 30%. 

O tratamento para esse tipo de leucemia dura aproximadamente dois anos. Muitas vezes, os primeiros meses são mais intensos e, por isso, é de extrema importância o acompanhamento da equipe médica. Os principais tratamentos para a leucemia linfoide aguda são:

  • Quimioterapia - usa fortes medicamentos anticancerígenos, geralmente por via venosa, para destruir as células malignas. O tratamento acaba atingindo também as células saudáveis do organismo, por isso é necessário administrar os possíveis efeitos colaterais, como fadiga, queda de cabelo, náuseas e vômitos, infecções e perda de apetite.
  • Terapia alvo - usa medicamentos via oral que agem somente em partes específicas das células cancerígenas. 
  • Transplante de células tronco - substitui as células doentes da medula óssea do paciente por células saudáveis, que podem vir de um doador, ou da própria pessoa. Nesse último caso, as células são tratadas antes de retornar ao paciente. 
  • Imunoterapia - usa medicamentos para estimular o próprio sistema imunológico da pessoa a destruir as células cancerígenas. 


Referências: 

 

PP-PFE-BRA-3272