O que são os carcinomas, o tipo de câncer mais comum?

Médica fazendo uma avaliação para saber se há lesões na pele do paciente

Os carcinomas são tumores malignos que se originam nos tecidos epiteliais - como são chamados a pele e os tecidos que envolvem e alinham os órgãos dentro do corpo, organizando as cavidades internas e também os tecidos grandulares. Esse tipo de câncer é considerado o mais comum e, frequentemente, está associado a tumores nas mamas ou na pele. Continue a leitura para saber mais sobre os carcinomas, os principais tipos e tratamentos.

Quais são os tipos de células epiteliais?

O tecido epitelial desempenha as funções de revestimento, proteção, absorção, secreção e sensorial no organismo. Eles são divididos em dois tipos: o epitélio de revestimento e o glandular. O epitélio de revestimento pode ser classificado de duas formas: pelo número de camadas celulares ou por meio do formato das células que compõem o tecido. 

Classificação do tecido epitelial de acordo com as camadas celulares  

  • Simples: quando há apenas uma camada de células: 
  • Estratificado: quando existe duas ou mais camadas celulares: 
  • Pseudoestratificado: quando possui apenas uma camada de células, mas elas têm tamanhos variados, passando a impressão de que são mais camadas.


Classificação do tecido epitelial de acordo com a o tipo de células:

  • epitélio cúbico: quando as células epiteliais têm formato cúbico; 
  • epitélio colunar: quando tem células alongadas; 
  • epitélio escamoso: quando tem células achatadas; 
  • epitélio de transição: quando as células epiteliais variam de tamanho conforme o local ou órgão em que são encontradas. 


Já o tecido epitelial glandular é responsável por formar as glândulas, estruturas que secretam substâncias que têm funções específicas no nosso corpo. Mas seja qual for o tipo, qualquer tecido epitelial pode ser afetado por carcinoma.

Quais os tipos mais comuns de carcinoma?

Adenocarcinoma - é o tipo de câncer que se forma no tecido epitelial glandular. Esse é o tipo de tumor mais frequente em órgãos como pulmões, próstata, pâncreas e esôfago, mas também pode afetar a bexiga - pois, se formam no órgão após irritação ou inflamação por longos períodos - e a região colorretal. 

Carcinoma basocelular - é o tipo de tumor mais comum entre os diagnósticos de câncer de pele e costuma ter um crescimento lento e ser considerado menos agressivo. É também o mais prevalente entre os tumores nos tecidos epiteliais e o principal fator de risco é a exposição aos raios UV, além de questões genéticas. 

Carcinoma epidermoide ou de células escamosas - a prevalência é de tumores nas regiões da cavidade oral e esôfago. Há ainda outras áreas que podem ser afetadas por esse tipo de câncer, como pele, colo do útero, ânus e pulmões. O principal fator de risco para esse tipo é o fumo seguido do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, ainda, de infecções, como a provocada pelo vírus HPV.

Outros dois tipos são o carcinoma in situ, considerado um tumor não invasivo e facilmente removido com cirurgia; e o carcinoma indiferenciado, considerado agressivo e propenso a se espalhar pelo corpo – processo chamado de metástase. 

Qual o carcinoma mais frequente no Brasil?

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide (também chamado de carcinoma espinocelular), é considerado o câncer de maior incidência no Brasil, com cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

O câncer de pele não melanoma tem alto percentual de cura quando detectado e tratado de forma precoce. Também é o que possui menor taxa de mortalidade. No entanto, quando não tratado de forma adequada, pode deixar mutilações importantes no paciente. 

Como é o tratamento do carcinoma?

O tratamento dos cânceres tipo carcinoma depende muito da sua localização, já que os diferentes tipos de epitélio possuem características específicas e respondem às propostas de terapia de forma distinta. Mas de maneira geral, os tratamentos comumente empregados são: 

  • Cirurgia de remoção do tumor;
  • Quimioterapia: ajudam a reduzir o tamanho do tumor e facilitando a ação de outras terapias, quando necessário;
  • Radioterapia: uso energia de alta potência, como raios-X e prótons, para matar as células cancerígenas.


A participação de um cirurgião plástico pode ser fundamental no caso dos tumores localizados na pele para evitar mutilações e cicatrizes profundas que podem causar impacto na autoestima do paciente. 

A escolha do melhor tratamento vai variar de caso para caso e o prognóstico depende do tipo de carcinoma detectado. Cabe ao médico definir qual é o melhor caminho a ser tomado, sempre compartilhando as informações e decidindo junto com o paciente. 

 

Referências

 

PP-UNP-BRA-0209