Importância da vacinação: por que a saúde coletiva depende da imunização?

Pessoas na fila da imunização contra doença pneumocócica pois sabem da importância da vacinação - Pfizer

A vacinação é um dos métodos mais seguros para combater doenças infecciosas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 a 3 milhões de mortes são evitadas a cada ano devido à vacinação. Graças às campanhas de imunização, diversas doenças que antigamente atingiam a população de forma muito agressiva, hoje podem ser consideradas erradicadas, como a varíola e a poliomielite.

No entanto, desde 2016 o Brasil enfrenta queda na cobertura vacinal. O número de pessoas vacinadas abaixo do esperado nas últimas campanhas pode se dar por várias razões, tais como:

  • Dificuldade de abrangência devido ao tamanho do país
  • Falta de conhecimento e mitos sobre vacinação
  • Pandemia de covid-19.

 

Importância da vacinação - motivos para você não deixar de se vacinar

 

1. Doenças aparentemente “inofensivas” podem causar complicações

Todas as doenças inclusas no calendário de vacinas podem causar complicações graves, principalmente para populações vulneráveis - grávidas, crianças menores de dois anos, idosos, pessoas com doenças crônicas e/ou pouco acesso à saúde.

A gripe, por exemplo, que pode ser prevenida por vacina, mata de 300 mil a 500 mil pessoas por ano em todo o mundo. A catapora, também evitável com vacina, pode causar complicações como encefalite (inflamação no cérebro), pneumonia e infecções na pele e ouvido.

 

2. Em tempos de pandemia de covid-19, é essencial prevenir doenças respiratórias

Doenças como a gripe e a pneumonia possuem sintomas parecidos com os da covid-19, como febre, cansaço e tosse seca. Com a vacina da gripe e a pneumocócica, que previne a pneumonia, é possível descartar a hipótese dessas doenças no caso do aparecimento de sintomas, facilitando o diagnóstico da covid-19.

A vacinação também ajuda a não sobrecarregar o sistema de saúde, que já enfrenta demanda excepcional, devido à pandemia.

 

3. Doenças erradicadas podem voltar a se espalhar

Mesmo que uma doença já esteja erradicada em um país, o vírus continua circulando em outras partes do mundo e pode voltar a se espalhar rapidamente caso a população pare de se vacinar, tornando-se, portanto, suscetível. O sarampo é um exemplo, pois foi considerado eliminado do Brasil pela OMS em 2016, mas voltou a registrar casos em 2018 devido à baixa adesão à vacinação.

 

4. Vacinas passam por testes criteriosos para atestar segurança

As vacinas passam por três fases de testes criteriosos antes de serem liberadas pelos órgãos regulatórios de saúde para a população. Além da eficácia de imunização, os testes avaliam possíveis efeitos colaterais. De maneira geral, algumas pessoas podem ter reações como febre baixa e dor no local da aplicação, mas eventos adversos graves são extremamente raros. Mais ainda deve-se considerar que as chances de adoecer ou ter uma consequência grave em decorrência da doença são, em geral, maiores.

 

Importância da vacinação contra doenças pneumocócicas para grupos de risco

As doenças pneumocócicas são causadas pela bactéria pneumococo e provocam cerca de 1,6 milhão de mortes por ano em todo o mundo. De acordo com a OMS, o Brasil está entre os 15 países mais afetados por doenças pneumocócicas, entre elas, as mais conhecidas: pneumonia, meningite e sepse.

Qualquer pessoa está sujeita a ter alguma doença pneumocócica, mas alguns grupos são mais suscetíveis a essas infecções, tais como:

  • Crianças com menos de dois anos;
  • Idosos com mais de 65 anos;
  • Fumantes;
  • Pessoas com doenças crônicas – como diabetes, insuficiência renal, doenças pulmonares e doenças reumáticas;
  • Pessoas com HIV – o risco de contraírem formas graves da doença pode ser de 50 a 100 vezes maior em comparação a pessoas não portadoras do vírus;
  • Pacientes com câncer – o sistema imune pode ser enfraquecido pela própria doença e pelos tratamentos que afetam as células de defesa, facilitando infecções;
  • Pessoas que passaram por transplantes – ou que usam qualquer medicamento imunossupressor, geralmente utilizado para evitar rejeição em transplantes de órgão ou medula.

 

Os pacientes que possuem o sistema imunológico comprometido devem ficar atentos à atualização da carteira de vacinação. Para eles, há um calendário de vacinação específico, com vacinas especiais que são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que atendem esses grupos.

Para prevenir as doenças pneumocócicas, os CRIEs oferecem uma vacina que protege contra os tipos mais comuns da bactéria pneumococo.

 

Referências:

 

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