Como ser um doador de medula óssea e salvar vidas

profissional de saúde conversando com um paciente em uma maca

O transplante de medula óssea é um dos tratamentos indicados para a leucemia, tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos do sangue e faz cerca de 10 mil casos por ano. Para que o paciente tenha a chance de encontrar um doador de medula óssea compatível são necessários muitos cadastros de doadores. Veja como funciona o processo de doação de medula e como você pode colaborar.

Por que ser um doador de medula óssea?

Além da leucemia, o transplante de medula é tratamento para outras 80 doenças, em diferentes estágios. A primeira tentativa de achar compatibilidade é testar entre os irmãos do paciente. No entanto, ela é encontrada em apenas 25% dos casos. O restante depende da busca por um doador compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - REDOME, portanto, quanto mais pessoas dispostas a doar, mais vidas serão salvas.   

Quem pode doar medula óssea?

Para ser um candidato a doador, é preciso:

- Ter entre 18 e 54 anos e 11 meses;

- Estar em boas condições de saúde;

- Não ter alguma doença por infecção ou incapacitante;

- Não ter alguma doença do sistema imunológico, do sangue ou câncer.

Algumas doenças crônicas, como diabetes, são avaliadas individualmente e podem não ser um impeditivo, caso estejam controladas.

Como é feito o processo de doação de medula óssea

Primeira etapa - a pessoa interessada em doar medula deve procurar um hemocentro, onde será informada sobre todo o procedimento, e deverá assinar um termo de consentimento e preencher uma ficha de informações pessoais. Uma amostra de 10ml de sangue será retirada e levada para análise, que vai verificar as características genéticas do doador e cruzar com as de pacientes que precisam de transplante.

Segunda etapa - os dados pessoais e características genéticas do voluntário ficam armazenados no REDOME. Quando houver compatibilidade com algum paciente, o candidato a doador é consultado para dar continuidade ao processo. Assim que confirmar, são feitos outros exames para comprovar a compatibilidade e verificar o estado de saúde do possível doador.

Terceira etapa - com os exames aprovados, o doador será internado por 24 horas para realizar o procedimento, que é feito sob anestesia geral ou peridural. O médico realizará algumas punções com agulhas nos ossos da bacia para retirar parte da medula óssea, de 15 ml a 20 ml por quilo do doador. O procedimento dura em média uma hora e meia e a pessoa recebe alta no dia seguinte.

Outro método de doação de medula é a coleta por aférese. Caso o médico opte por esse procedimento, o doador deverá tomar por cinco dias um medicamento que aumenta a quantidade de células-tronco no sangue, importantes para o transplante de medula óssea. Depois disso, a coleta é feita por uma máquina que separa as células-tronco e devolve o restante que não é necessário para o paciente. Para esse procedimento, não é preciso anestesia ou internação.

Quais os riscos e efeitos colaterais da doação de medula óssea?

Complicações para o doador são raras e as chances são ainda menores quando há bom estado de saúde, reforçando a importância dos exames pré-doação. Depois do procedimento, a pessoa pode sentir um pouco de dor no local da punção, cansaço e dor de cabeça. Já a medula é completamente recuperada depois de 15 dias.

 

Referências 

http://redome.inca.gov.br/doador/importancia-de-ser-um-doador/ target="_blank"  - acessado em 13/01/2020

http://redome.inca.gov.br/doador/quem-pode-doar/ target="_blank"   - acessado em 13/01/2020

http://redome.inca.gov.br/doador/como-e-feita-a-doacao/#targetText=%E2%80%93%20A%20doa%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20um%20procedimento,em%20torno%20de%2090%20minutos target="_blank"  - acessado em 13/01/2020

 

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