Vacinação correta, o método mais eficaz contra futuras epidemias

profissional de saúde enviando uma seringa numa réplica dminuída do planeta Terra

A vacinação é um dos métodos mais seguros para prevenir contra doenças infecciosas. No entanto, o baixo número de pessoas vacinadas nas últimas campanhas traz o alerta de que a cobertura vacinal não está sendo suficiente. Surge, então, o receio de que doenças contagiosas já eliminadas voltem a circular, como aconteceu recentemente com o sarampo. Veja o papel da vacinação na saúde pública de um país.

Como a vacina age no organismo?

As vacinas são uma forma muito enfraquecida ou totalmente inativa do agente que causa a doença. Ao serem introduzidas no organismo humano, estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos contra aquele tipo de invasor, o que cria células de memória no corpo. Em um futuro, caso a pessoa tenha contato com aquela doença contagiosa, o organismo irá reagir rapidamente combatendo o agente infeccioso e sem adoecer.

Qual a importância da vacinação? 

A vacinação, quando feita como indicam as instituições de saúde, é um método que garante proteção para cerca de 90% a 100% das pessoas. 

O uso de vacinas tem como objetivo principal a prevenção de doenças, ou seja, elas permitem que o sistema imunológico da pessoa vacinada produza anticorpos àquela enfermidade e esteja preparado para combater o agente infeccioso sem precisar ser contaminado para gerar essa defesa. Essa estratégia diminui o risco de adoecimento e de complicações a doenças muitas vezes fatais.

Quando a população se conscientiza por meio das campanhas de vacinação e segue as orientações dos órgãos de saúde tomando a vacina indicada, cria-se uma porcentagem de pessoas imunes àquela doença. Isso significa que, além desses indivíduos não sofrerem com os males que a infecção causa, eles também não poderão transmitir a doença para outras pessoas – diminuindo a transmissão em cidades, estados, países e, finalmente, pelo mundo.

É dessa forma que doenças, antigamente muito agressivas, hoje podem ser consideradas erradicadas. Com o avanço da ciência e o desenvolvimento de novas vacinas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 a 3 milhões de mortes são evitadas a cada ano pela vacinação.

Epidemias controladas por vacinas

No Brasil, a vacinação é uma estratégia de saúde pública bastante forte. No entanto, tem aumentado o número de pessoas que optam por não tomar vacinas, o que assusta infectologistas e cria o receio de que algumas doenças já controladas voltem a aparecer. Veja alguns exemplos de doenças já erradicadas no país e outras que sofrem ameaças de volta. 

  • A varíola é uma doença erradicada mundialmente pelo uso da vacina. O último caso registrado ocorreu em 1977.
  • A poliomielite, conhecida também como paralisia infantil, segue esse mesmo caminho: no continente americano, não são registrados casos desde 1991. No entanto, ainda existem casos da doença em outros lugares do mundo, o que torna as campanhas de vacinação no Brasil ainda necessárias, uma vez que o vírus da doença pode ser trazido por pessoas vindas desses locais. 
  • O sarampo foi considerado eliminado do Brasil em 2016, pela OMS, mas voltou a ter casos confirmados no país em 2018, pela falta de vacinação.

Não deixe que doenças já erradicadas no país voltem. Vacine-se.


Referências

https://familia.sbim.org.br/vacinas - acessado em 03/07/2020

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cart_vac.pdf - acessado em 03/07/2020

https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/imprensa/noticias/Paginas/importancia-da-vacinacao.aspx - acessado em 03/07/2020

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-vacinas-menu-topo - acessado em 03/07/2020

 

 

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