Dia do infectologista: saiba mais sobre doenças infecciosas incidentes no Brasil

Paciente em consulta com médico infectologista

Em 11 de abril é comemorado o Dia do Infectologista, que é o médico especialista responsável por prevenir, diagnosticar e tratar doenças infecciosas, que podem ser causadas por bactérias, vírus, parasitas ou fungos. A data, que foi instituída pela Sociedade Brasileira de Infectologia em 2006, é uma homenagem ao médico sanitarista brasileiro Emílio Ribas, falecido em 1925, que foi o primeiro a trabalhar no combate ao mosquito transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti. Continue a leitura e conheça algumas doenças infecciosas frequentes no Brasil.

DOENÇAS INFECCIOSAS 

COVID-19

Causada pelo vírus SARS-CoV-2, a COVID-19  é uma doença infeciosa que afeta diferentes partes do organismo e que nos casos graves, há risco de morte. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), do total de pacientes infectados, cerca de 20% vão precisar de atendimento hospitalar devido às dificuldades respiratórias. 

A prevenção pode ser feita usado máscaras faciais e mantendo distanciamento social, evitando aglomerações, higienizando frequentemente as mãos com álcool a 70% de concentração ou água e sabão, e com a vacinação, ao completar todo o seu esquema vacinal.

  • Até 30 de março de 2022, foram registrados mais de 29 milhões de casos, que resultaram em 659.504 mil mortes pela doença no Brasil. No ranking mundial, somos o terceiro país com mais infectados pela covid. 
  • No mundo, o total de casos chega perto de 500 milhões, com 485.204.991 confirmados e mais de 6 milhões de óbitos.  


A transmissão pode acontecer de uma pessoa infectada para a outra por meio do aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro e objetos contaminados. A doença pode provocar diferentes reações, mas os sinais e sintomas de Covid-19 mais frequentes são:

  • Tosse;
  • Febre;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Dificuldade para respirar;
  • Falta de ar;
  • Perda de olfato (anosmia);
  • Alteração do paladar (ageusia);
  • Distúrbios gastrintestinais, como náuseas, vômitos e diarreia;
  • Cansaço;
  • Redução do apetite.

 

Dengue

A dengue é uma doença infeciosa febril aguda. Existem quatro tipos conhecidos e todos podem se desenvolver tanto sem sintomas, quanto de forma branda e até grave - inclusive com risco de morte - desde a primeira vez que a pessoa é infectada. No entanto, a forma grave é mais comum apenas na segunda ou terceira reinfecção. 

A melhor maneira de prevenção é evitar locais com acúmulo de água, pois é onde o mosquito transmissor da dengue põe ovos e se desenvolve. Outras recomendações é não deixar água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, dentre outros recipientes, manter as caixas de água limpas e fechadas com tampa, se atentando também para o descarte correto do lixo.

  • Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 544.460 casos prováveis de dengue no Brasil em 2021, uma queda de 42,6% em relação a 2020. 
  • Entre os dias 02 de janeiro e 19 de março de 2022, ocorreram 204.159 casos de dengue no país, uma média de 95,7 casos para cada 100 mil habitantes, sendo quase metade dos casos de todo o ano anterior. Em comparação com 2021, no mesmo período analisado, houve um aumento de 55,2%. 


A doença é causada por um vírus que é transmitido por mosquitos, principalmente pelo tipo Aedes aegypti. Não há transmissão de pessoa para pessoa ou por qualquer outro meio. Os sinais e sintomas da dengue podem ser:

Em casos brandos:

  • febre, 
  • dor de cabeça, 
  • dores no corpo 
  • náuseas;


Em casos graves, que precisam de atendimento rápido:

  • manchas vermelhas na pele, 
  • sangramentos no nariz e gengivas, 
  • dor abdominal intensa que não passa, 
  • vômitos persistentes.

 

AIDS

A síndrome da imunodeficiência adquirida, AIDS, é uma doença infecciosa causada pelo HIV, que é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca o sistema imunológico provocando baixa imunidade e o surgimento de diversas doenças oportunistas se não houver tratamento adequado, o que pode ser fatal. É possível prevenir a infecção, principalmente, usando preservativo em qualquer tipo de relação sexual e esterilizando objetos perfurocortantes antes de usar. Também há profilaxias que podem ser feitas antes e depois de uma possível exposição ao vírus.

  • Em 2020, foram registrados mais de 29 mil casos de aids, além de mais de 32 mil infecções pelo HIV no Brasil - quantidades que vêm caindo desde 2013. 


A transmissão do HIV pode acontecer em relação sexual vaginal, anal e oral sem camisinha, em transfusão de sangue contaminado e pelo uso de instrumento perfurocortante não esterilizado, como uma seringa ou um alicate de unha. Também pode haver contágio da mãe infectada para o bebê durante a gravidez, o parto e a amamentação. Os sinais e sintomas da aids podem ser:

  • 3 a 6 semanas após a infecção - febre e mal-estar, parecendo gripe;
  • Fase sintomática posterior - febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento são os mais comuns.


Atenção: ser portador do vírus HIV não é a mesma coisa que ter aids. Uma pessoa infectada com o vírus HIV, com diagnóstico precoce e tratamento antirretroviral correto, permanece assintomática e com carga viral baixa. A aids é o estágio mais avançado da infecção pelo vírus HIV, geralmente quando não é feito o tratamento. Clique aqui e saiba mais sobre a diferença entre HIV e aids. 

Sarampo

O sarampo é uma doença viral grave, extremamente contagiosa. Crianças com a doença podem desenvolver pneumonia, infecção aguda no ouvido e encefalite aguda, além de existir o risco de morte. Nos adultos, a complicação possível é a pneumonia, e as gestantes que não foram vacinadas antes da gravidez podem ter parto prematuro. É possível prevenir a doença tomando a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que está disponível gratuitamente pelo SUS.

  • Em 2021, foram notificados 2.306 casos de suspeita de sarampo, e destes 668 foram confirmados. Em comparação com 2020 - quando foram notificados mais de 16 mil casos e 8.448 foram confirmados - houve uma redução grande nos números.


A transmissão do sarampo acontece por meio do espirro, tosse, fala ou respiração da pessoa contaminada. Além disso, as gotículas dispersadas por ela, com partículas do vírus, podem permanecer suspensas no ar por bastante tempo em ambientes fechados e contagiar quem não tem imunidade. Os sinais e sintomas do sarampo podem ser:

  • Febre com tosse;
  • Irritação nos olhos;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Mal-estar intenso;
  • Manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que se espalham em seguida pelo corpo.

 

Referências

 

PP-UNP-BRA-0098