Campanha Nacional de Multivacinação atualiza cadernetas de vacinas de crianças e adolescentes

Criança aderindo à Campanha Nacional de Multivacinação, que atualiza cadernetas de vacinas de crianças e adolescentes

Durante o mês de outubro, o Ministério da Saúde promove a Campanha Nacional de Multivacinação de 2021, com o objetivo de manter em dia as cadernetas de vacinas de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. Até o dia 29 de outubro, cerca de 45 mil postos de vacinação do Brasil todo estarão disponíveis para oferecer os 18 tipos de imunizantes que compõem o Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente. 

Quais vacinas de crianças e adolescentes estão disponíveis na Campanha Nacional de Multivacinação?

  • BCG – protege contra as formas graves da tuberculose e deve ser tomada uma única dose ao nascer ou até os cinco anos de idade;
  • Hepatite A – protege contra a hepatite A e deve ser tomada uma única dose aos 15 meses ou até os cinco anos de idade;
  • Hepatite B – protege contra a hepatite B e deve ser tomada uma única dose ao nascer ou em três doses, a partir dos sete anos de idade, com dois meses de intervalo entre a primeira e segunda dose, e seis meses entre a segunda e última dose;
  • Penta (DTP/Hib/Hep B) – protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B. Deve ser tomada em três doses: no segundo, quarto e sexto mês de vida;
  • Pneumocócica 10 valente – protege contra pneumonias, otites, sinusites e meningites causadas por alguns pneumococos. Devem ser tomadas duas doses, aos dois e quatro meses de vida, e um reforço aos 12 meses ou antes dos cinco anos de idade;
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP) – protege contra a poliomielite e deve ser tomada em três doses aos dois, quatro e seis meses de idade, ou antes dos cinco anos;
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP) – funciona como o reforço da VIP. Devem ser tomadas duas doses aos 15 meses e aos quatro anos de idade, ou antes dos cinco anos;
  • Vacina Rotavírus Humano (VRH) – protege contra o rotavírus e deve ser tomada em duas doses, aos dois e quatro meses de idade;
  • Meningocócica C (conjugada) – protege contra doenças causadas pela Neisseria meningitidis, como a meningite meningocócica. Devem ser tomadas duas doses, aos três e cinco meses de idade, e um reforço aos 12 meses ou antes dos cinco anos;
  • Febre amarela – protege contra a febre amarela. Deve ser tomada uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos de idade. Pessoas acima de cinco anos nunca vacinadas devem tomar uma dose;
  • Tríplice viral – protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Deve ser tomada em duas doses: aos 12 meses e aos 15 meses (sendo que esta corresponde à primeira dose da tetraviral). Adolescentes nunca vacinados devem tomar duas doses;
  • Tetraviral – protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Deve ser tomada uma dose aos 15 meses ou antes dos cinco anos de idade (corresponde à segunda dose da tríplice viral e à primeira dose da varicela);
  • DTP (tríplice bacteriana) – protege contra difteria, tétano e coqueluche. Funciona como reforço da penta (DTP/Hib/Hep B) e deve ser tomada em duas doses, aos 15 meses e aos quatro anos de idade;
  • Varicela – protege contra a varicela, popularmente conhecida como catapora. A primeira dose é considerada a partir da vacina tetraviral. Outra dose deve ser tomada aos quatro anos ou antes dos sete anos de idade;
  • HPV quadrivalente – protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do papilomavírus humano. Meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 devem tomar duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. 
  • dT (dupla adulto) – protege contra difteria e tétano. Funciona como reforço das vacinas penta e DTP e deve ser tomada a partir dos sete anos de idade, a cada dez anos ou, em casos de ferimentos graves, a cada cinco;
  • dTpa (DTP adulto) – protege contra difteria, tétano e coqueluche. É indicada uma dose para adolescentes entre dez e 19 anos que não foram vacinados com a DTP;
  • Menigocócica ACWY – protege contra doenças causadas pela Neisseria meningitidis, como a meningite meningocócica. É indicada uma dose para adolescentes entre 11 e 12 anos.

Vacinas de crianças e adolescentes são seguras?

Em tempos de fake news, muitas crenças falsas acerca das vacinas são divulgadas, fazendo com que parte da população hesite em aderir as campanhas de imunização. Uns dos principais motivos para negar vacinas são o receio de possíveis danos à saúde e a falta de confiança sobre a forma que os imunizantes são fabricados, transportados, armazenados e manipulados. 

É importante ressaltar que, antes de serem liberadas para a população, as vacinas passam por pesquisas e testes com etapas criteriosas para certificar a eficácia e segurança. A comprovação é feita por entidades regulatórias como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no Brasil. 

Tire suas dúvidas sobre o mecanismo de ação das vacinas e a segurança dos imunizantes para crianças e bebês 

Por que vacinar crianças e adolescentes?

Desde 2016, o Brasil enfrenta uma queda na cobertura vacinal. Isso se deve, principalmente, ao cenário pandêmico dos últimos dois anos e aos mitos sobre as vacinas. A situação preocupa as autoridades da saúde pois pode motivar a volta de doenças já erradicadas. O sarampo é um exemplo: em 2016, foi considerado eliminado no Brasil, mas voltou a registrar casos em 2018 devido à baixa cobertura vacinal.

Além disso, a vacinação não é uma questão individual, mas sim, de bem-estar coletivo. Doenças aparentemente “inofensivas”, como a gripe, podem causar complicações em populações vulneráveis, como imunossuprimidos, idosos e pessoas com pouco acesso à saúde, por exemplo. Quando a maior parte das pessoas estão vacinadas, as chances de contaminação ou hospitalização por doenças comuns são menores.

Entenda os motivos para aderir à vacinação. 

Como fazer para vacinar crianças e adolescentes? 

É necessário apresentar a caderneta de vacinação da criança ou adolescente no posto de vacinação para que os profissionais possam verificar qual a situação vacinal. Caso tenha perdido, procure o local que a criança ou adolescente costuma receber as vacinas para refazer o documento. É possível também acessar o aplicativo Conecte SUS  e consultar o histórico de vacinas recebidas. 

 

Referências

 

PP-PFE-BRA-3909