Diagnóstico precoce aumenta chances de cura dos tipos de câncer mais comuns na população

Médica realizando exame de mamografia em paciente

A conscientização para os diversos tipos de câncer deve ser realizada constantemente para toda a população. Espalhar conhecimento sobre a doença, que acomete cerca de metade dos homens e um terço das mulheres atualmente, aumenta as chances de um diagnóstico mais rápido. Dessa forma, há mais possibilidade de recuperação dos pacientes.

Quais os tipos de câncer mais comuns na população brasileira?

De acordo com os últimos dados coletados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), os tipos de câncer com maior número de novos casos possíveis no Brasil entre 2020 e 2022 são o de próstata e mama, seguido pelo câncer no cólon e reto. 

Ainda segundo o levantamento do INCA, as possíveis ocorrências conforme a localização do tumor e sexo são:

Homens - tipo de câncer e novos casos:

Próstata - 65.840
Cólon e reto - 20.540 
Traqueia, brônquio e pulmão - 17.760
Estômago - 13.360
Cavidade oral - 11.200
Esôfago - 8.690
Bexiga - 7.590
Laringe - 6.470
Leucemias - 5.920
Sistema nervoso central - 5.870

Mulheres - tipo de câncer e novos casos:

Mama feminina - 66.280
Cólon e reto - 20.470
Colo do útero - 16.710
Traqueia, brônquio e pulmão - 12.440
Glândula tireoide - 11.950
Estômago - 7.870
Ovário - 6.650
Corpo do útero - 6.540
Linfoma não-Hodgkin - 5.450
Sistema nervoso central - 5.230

O que é o diagnóstico precoce do câncer e qual a importância?

Para diferentes tipos de câncer, já existem exames que detectam a doença antes mesmo da pessoa apresentar os sintomas. Ou seja, antes de perceberem qualquer alteração no corpo ou metabolismo, o que aumenta as chances de cura com um tratamento mais rápido e/ou menos invasivo.

Como exemplo, pode ser citado o câncer de cólon e reto. Ao ser diagnosticado precocemente, apresenta 90% de chance de cura. Essa melhoria também ocorre nos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, em que a taxa de sobrevida média de cinco anos aumenta em 28% quando ele é identificado em estágio inicial.

Com o avanço dos estudos e da tecnologia, as observações dos fatores de risco e o rastreamento das doenças em fase inicial têm se tornado cada vez mais eficazes. Isso possibilita que os pacientes recebam orientações o quanto antes dos médicos especialistas para a maioria dos tipos de câncer.

Como é feito o diagnóstico precoce do câncer?

Entenda quais são os possíveis exames para rastrear os tipos de câncer mais incidentes dos últimos anos entre os brasileiros.


Câncer de próstata

  • Toque retal;
  • Exame de sangue do marcador PSA.

Esses exames são feitos com acompanhamento do urologista e realizados a partir dos 50 anos de idade. Para homens que apresentam algum fator de risco, como histórico familiar de câncer de próstata, é indicado iniciar a rotina de exames aos 40 anos. 

É importante compreender que os resultados dos exames de toque e sangue do marcador PSA não são suficientes para um diagnóstico oficial. Eles ajudam os profissionais a levantarem suspeitas para depois realizarem biópsias, caso necessário.


Câncer de mama

  • Exame de mamografia anual a partir dos 40 anos;

A partir dos 55 anos, as mamografias podem ser feitas a cada dois anos. Para um resultado efetivo do rastreamento, mesmo mulheres em um bom estado geral de saúde devem manter os exames periódicos. Outro fator importante é que as mulheres conheçam o aspecto natural de suas mamas e façam o autoexame com frequência, assim podem entrar em contato com o médico caso sintam alguma alteração.


Câncer de cólon e reto

  • Colonoscopia periódica.

Terceiro câncer mais comum entre os brasileiros, a doença tem origem na mucosa que reveste o intestino e possui um desenvolvimento lento, por isso sua estimativa de cura chega a 90% quando diagnosticado precocemente.


Câncer do colo do útero

  • Exame papanicolau periódico para mulheres entre 25 e 64 anos, ou que já tenham vida sexual ativa;

Os primeiros exames devem ser realizados anualmente. Com os resultados normais, ele pode passar a ser realizado a cada três anos. Conforme a idade aumenta e os resultados não constam anormalidades, a frequência do exame pode diminuir. Mulheres com histórico clínico específicos, como infecção pelo HIV, transplante de órgão e ISTs, podem precisar realizar exames de rastreamento de forma diferente.

Atenção: o câncer de colo de útero é o que apresenta maior potencial de prevenção e cura, podendo chegar a 100% de chance de melhoria após diagnóstico precoce. 


Câncer de pulmão 

Neste caso, não são recomendados exames de rastreamento para pessoas com baixo e médio risco para a doença. Pacientes de alto risco, aqueles entre 55 e 74 anos de idade, que fumam - ou fumaram, mas pararam nos últimos quinze anos - uma média de um ou dois maços por dia, devem discutir com seu médico sobre a decisão de realizar o procedimento.  

Apesar de o câncer de pulmão ser muito atrelado ao fumo, também é recomendável evitar contato passivo com o tabagismo e a exposição à radiação e agentes químicos como arsênio e radônio. Caso perceba alguns sinais e sintomas da doença, e nunca tenha fumado, é importante fazer um teste genético para verificar se não há mutações no gene.


De forma geral, o importante é manter uma rotina saudável, observar os fatores de riscos para cada tipo de câncer e seguir com acompanhamentos de exames periódicos. Caso perceba sinais e alterações no corpo ou nos sentidos é imprescindível procurar um médico imediatamente.

Além disso, cuidar da saúde abrange diferentes aspectos. O organismo se mantém fortalecido e com o sistema imunológico em um bom funcionamento conforme hábitos como exercícios físicos, uma alimentação equilibrada e uso não excessivo de coisas que fazem mal como o álcool e o tabagismo.

 

Referências

 

 

PP-UNP-BRA-0170