Câncer de próstata

Médica conversando com paciente idoso

O câncer de próstata é o mais comum em homens, depois do câncer de pele não-melanoma, e silencioso em grande parte dos casos. Por outro lado, ao ser diagnosticado precocemente por meio dos exames preventivos, esse tipo de câncer possui altas chances de cura com tratamentos cada vez menos invasivos. Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre fatores de risco, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata se desenvolve quando células da próstata se multiplicam anormalmente e formam um tumor. A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino, responsável por produzir parte do sêmen. Ela está localizada abaixo da bexiga, próxima ao reto, com tamanho parecido ao de uma noz. 

Qual a incidência do câncer de próstata no Brasil?

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata corresponde a 29% dos casos de câncer em homens. Por ano, há aproximadamente 66 mil novos casos da doença, que resultam em quase 16 mil mortes.

Quais as causas e fatores de risco do câncer de próstata?

Não se sabe exatamente o que causa o câncer de próstata, mas alguns pesquisadores acreditam que mutações no código genético das células podem fazer com que elas não se desenvolvam normalmente, levando ao câncer de próstata. 

Alguns fatores de risco podem aumentar as chances de uma pessoa ter esse tipo de câncer, tais como:

Histórico familiar - uma pessoa com parente de primeiro grau que já teve o câncer, possui pelo menos duas vezes mais chances de desenvolvê-lo também. 

Idade - a incidência e a mortalidade do câncer são maiores após os 50 anos de idade. Cerca de 60% dos casos da doença acontecem em pessoas com mais de 65 anos.

Raça - Por razões desconhecidas, homens com ascendência africana e caribenha têm mais chances de desenvolver o câncer de próstata. 

Síndrome de Lynch - homens que possuem essa doença têm fator de risco aumentado para alguns tipos de câncer, entre eles, o de próstata.

Obesidade - homens com obesidade não têm chances aumentadas em desenvolver o câncer de próstata em si, mas sim, formas mais graves da doença. 

Exposição ocupacional - a constante exposição a alguns tóxicos usados em indústrias, pode estar associada ao câncer de próstata:

  • Aminas aromáticas, comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio;
  • Arsênio, usado como conservante e como agrotóxico;
  • Produtos derivados de petróleo;
  • Motor de escape de veículo;
  • Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA);
  • Fuligem.

Quais os sinais e sintomas do câncer de próstata?

Esse tipo de tumor se desenvolve lentamente: a maioria dos casos leva cerca de 15 anos para atingir 1cm³. A maior parte das pessoas não manifesta sinais e sintomas do câncer de próstata até que ele esteja em fase avançada, porém, em casos mais avançados é possível notar:

  • Vontade frequente de urinar, inclusive à noite;
  • Sangue na urina ou sêmen;
  • Fluxo da urina interrompido ou sensação de bexiga cheia, mesmo após urinar;
  • Dor ao urinar;
  • Disfunção erétil;
  • Dor nos ossos, como os do quadril, coxa, costas, entre outros.

Atenção: manifestar um ou mais desses sinais e sintomas não significa, necessariamente, a presença de câncer de próstata. Alguns deles são comuns a outras doenças, como a hiperplasia prostática benigna, que é o aumento da próstata. Para confirmar ou descartar suspeitas, é necessário se consultar com um médico, que irá solicitar exames de diagnóstico. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata?

O diagnóstico do câncer de próstata pode ser feito precocemente, antes do início de qualquer sinal ou sintoma. Para isso, o homem deve se consultar regularmente com um médico urologista, que deverá solicitar uma rotina de exames a partir dos 50 anos de idade ou, para os que possuem histórico familiar de câncer de próstata, a partir dos 45 anos. Os exames que fazem parte do diagnóstico são:

Exame de PSA - é um exame de sangue que mede a quantidade do antígeno prostático específico, uma substância produzida pela próstata. Se o nível estiver elevado, pode indicar a presença de câncer ou de outras doenças da glândula, como hiperplasia benigna, infecções, ISTs, entre outras. Cerca de 75 a 80% dos homens com PSA alto não têm câncer de próstata. 

Exame de toque retal - exame rápido e indolor, é realizado para que o médico possa avaliar o tamanho, forma e textura da próstata. Nenhum outro exame substitui o toque retal no diagnóstico precoce de qualquer anormalidade. 

Biópsia - neste exame, uma amostra da próstata é retirada para ser analisada no laboratório. É o único exame capaz de confirmar, de fato, a presença de um tumor. Ele é solicitado pelo médico caso os resultados do exame de toque retal e/ou PSA indiquem suspeitas. 

O médico pode solicitar outros exames para apoiar o diagnóstico ou verificar as áreas acometidas pelo tumor, se há metástase e qual o tratamento mais adequado. São eles:

  • Tomografia;
  • Ressonância magnética;
  • Eco-doppler colorido;
  • PET-CT - Exame que determina o tamanho dos tumores, os focos de metástase e as possibilidades de recidivas, ajudando a definir o tratamento do câncer e a previsão de prognóstico;
  • Cintilografia óssea - para verificar se os ossos foram atingidos.

Existe tratamento para o câncer de próstata?

Sim, o sucesso do tratamento para o câncer de próstata depende do diagnóstico precoce - por isso é tão importante consultar o médico regularmente e fazer os exames de rotina conforme solicitados. Os tipos de tratamento variam de acordo com alguns fatores, como a idade e saúde geral do paciente, se ele deseja ter filhos ou não, estágio do tumor, tamanho da próstata, entre outros. Eles podem ser: 

Observação vigilante - é apenas um acompanhamento rigoroso do avanço do câncer por meio de consultas regulares ao médico, que iniciará o tratamento apenas quando a doença se tornar mais agressiva. Essa abordagem é indicada em casos de tumores poucos agressivos, com desenvolvimento lento.

Cirurgia - é indicada para retirar tumores que se localizam dentro da glândula da próstata, oferecendo mais chances de cura. A abordagem pode ser minimamente invasiva, por meio da cirurgia robótica, que garante mais precisão ao médico e recuperação mais rápida ao paciente. 

Radioterapia - por meio de aparelhos próprios, a radioterapia usa uma radiação de alta energia (raios-X) para combater as células cancerígenas. Existem equipamentos de alta precisão, que permitem diminuir a quantidade necessária de sessões, evitando a exposição à radiação. 

Terapia hormonal - é aplicada com o objetivo de controlar o nível dos hormônios masculinos (testosterona) que estimulam o desenvolvimento do câncer. Ela pode ser feita por meio de injeções, cirurgia ou comprimidos e é indicada para pessoas que não podem ou não desejam realizar tratamentos mais agressivos, como pacientes com metástase (cujo câncer já se espalhou por outras partes do corpo), ou em conjunto com algum outro tratamento.  

Quimioterapia - indicada para homens que possuem câncer de próstata em metástase e não respondem a outros tratamentos, a quimioterapia consiste na combinação de medicamentos específicos que destroem as células cancerígenas.  

 

REFERÊNCIAS

 

 

PP-PFE-BRA-4084