Depressão também afeta a família

Pai consolando filho com depressão - Pfizer

A depressão é a doença mais incapacitante do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas ela não afeta só a pessoa que tem o distúrbio; família, amigos e colegas também são impactados. Saiba quais são os sinais que podem indicar que você tem algum familiar com depressão e como ajudar no tratamento.

Descubra se alguém na família pode estar com depressão

Quando se convive com uma pessoa que está com depressão ou está desenvolvendo o distúrbio, é possível notar algumas mudanças de hábitos e comportamentos que indicam que isso está acontecendo. Mesmo que cada um tenha formas únicas de reagir nestas situações, os sinais e sintomas de depressão mais comuns são: 

  • Tristeza constante;
  • Perda de interesse por atividades que antes apreciava;
  • Irritabilidade;
  • Insônia e cansaço constante;
  • Mudança nos hábitos alimentares; 
  • Perda de peso;
  • Maior frequência no uso de substâncias, como drogas e álcool.

Atenção: os sinais e sintomas da depressão podem variar bastante. A presença de um ou mais deles não significa que exista o transtorno. Porém, se eles durarem semanas ou até meses, é preciso ir a um médico para que ele faça o diagnóstico e, se for o caso, indique o melhor tratamento.

Possíveis causas da depressão

Não se sabe quais são as causas exatas para o desenvolvimento da depressão. Porém, alguns fatores de risco podem facilitar o surgimento do distúrbio, tais como: 

Evento muito estressante - como a perda de um ente querido, um relacionamento problemático ou uma frustração relacionada ao emprego. 

Genética - também é considerada um fator de risco, pois em pessoas que têm pai, mãe ou irmãos com depressão, a chance de desenvolver o distúrbio tende a ser maior.

Desequilíbrio biológico - doenças, como distúrbios da tireoide, e até a reação adversa a alguns medicamentos, podem fazer com que a pessoa apresente sinais e sintomas da depressão.

Como ajudar no tratamento de um familiar com depressão?

Informar-se sobre o distúrbio é o primeiro passo para ajudar um familiar com depressão, pois é essencial saber as possíveis causas e como tratá-la. Encorajar o tratamento, e a participação em grupos de apoio para trocar experiências e ter apoio emocional também é importante para que o familiar veja que não está sozinho. Outras atitudes que podem ser adotadas, são:

  • Reconheça que a pessoa está passando por um momento difícil, e em primeiro lugar busque ouvi-la, sem conselhos ou julgamentos;
  • Não espere que a pessoa possa melhorar por si só; lembre-a de tomar a medicação e ir às consultas;
  • Ajude-a a se manter ativa em uma rotina, para ter mais controle sobre as tarefas e evitar o estresse;
  • Seja paciente e ofereça apoio e elogios durante cada avanço dela no tratamento, lembrando-a de suas qualidades.
  • Desenvolvam um hobby para fazerem juntos e ser uma distração, mas não force a participação.

Teste para identificar a possível presença da depressão

Conhecido como questionário Wakefield, este teste ajuda a identificar se você pode estar com o distúrbio. Para conseguir o resultado, basta somar os valores que estão na frente de cada resposta. 

Importante - responda como está se sentindo no momento. Não dê as respostas de como você estava se sentindo ou como espera se sentir.

A) Sinto-me miserável e triste.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes   (3) Sim, definitivamente

B) Acho fácil fazer as coisas que eu costumava fazer.
(0) Sim, definitivamente   (1) Sim, algumas vezes
(2) Não, não muito   (3) Não, absolutamente

C) Fiquei com uma sensação de medo ou pânico aparentemente sem nenhuma razão.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes   (3) Sim, definitivamente

D) Falo choramingando ou tenho exatamente esta impressão.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes   (3) Sim, definitivamente

E) Ainda aprecio as coisas que eu costumava fazer.
(0) Sim, definitivamente   (1) Sim, algumas vezes
(2) Não, não muito   (3) Não, absolutamente

F) Estou agitado e não consigo permanecer quieto.
(0) Não, absolutamente  (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes  (3) Sim, definitivamente

G) Consigo adormecer facilmente sem as pílulas para dormir.
(0) Sim, definitivamente  (1) Sim, algumas vezes
(2) Não, não muito   (3) Não, absolutamente

H) Sinto-me ansioso quando saio de casa sozinho.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes   (3) Sim, definitivamente

I) Perdi o interesse pelas coisas em geral.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes  (3) Sim, definitivamente

J) Fico cansado sem motivo algum.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes  (3) Sim, definitivamente

K) Estou mais irritável do que o usual.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes  (3) Sim, definitivamente

L) Acordo de madrugada e depois durmo mal o resto da noite.
(0) Não, absolutamente   (1) Não, não muito
(2) Sim, algumas vezes   (3) Sim, definitivamente

Resultados:

  • 15 pontos ou mais – caso tenha sido este o seu resultado no teste, é recomendado que você busque um médico para avaliar se você tem depressão.
  • Menos de 15 pontos – se você não tiver alcançado este valor, mas mesmo assim tem alguns dos sinais e sintomas da depressão, converse com o médico. 

 

As informações sobre saúde contidas neste site são fornecidas somente para fins educativos e não pretendem substituir, de forma alguma, as discussões estabelecidas entre médicos e pacientes. O diagnóstico de qualquer doença só pode ser realizado por um profissional de saúde. Somente ele pode ajudar você a decidir a melhor opção de tratamento. 

Não tome nenhum medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde. Todas as informações contidas neste site são destinadas ao público brasileiro.

Referências

 

 

PP-UNP-BRA-0167